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Contratos futuros do açúcar fecham a semana em alta

Após duas temporadas consecutivas de superávit mundial de açúcar, a safra 2019/20 pode registrar déficit.
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Os contratos futuros do açúcar encerraram a última semana em alta nas bolsas internacionais, aproximando-se da máxima de um mês registrada durante a última semana. Em Nova York, no vencimento outubro/20, que expira esta semana, a commodity foi negociada na sexta-feira (25) em 13 centavos de dólar por libra/peso, valorização de 16 pontos no comparativo com a véspera. Já a tela para março/21 foi firmada em 13.51 cts/lb, 14 pontos a mais do que o dia anterior. Os demais contratos subiram entre 3 e 11 pontos.

Em Londres, o açúcar branco também fechou cotado em alta em todos os lotes. Na tela dezembro/20 a commodity foi negociada em US$ 376,50 a tonelada, 2,30 dólares a mais do que a véspera. Já o vencimento março/21 subiu 2,50 dólares, comercializado também a US$ 376,50 a tonelada. As demais telas subiram entre 80 centos e 2,30 dólares.

Para Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, “o dólar se valorizou em relação ao real em mais de 5% na semana, encerrando cotado a R$ 5,5600. Com isso, abre espaço para a elevação do preço da gasolina e consequentemente melhora o preço do etanol eventualmente estreitando a arbitragem com o açúcar. No entanto, pelo fechamento do etanol B3 (antiga BM&F) o hidratado negocia aproximadamente a 200 pontos de desconto em relação ao açúcar em NY”.

Consumo em baixa

Devido a pandemia de coronavírus o consumo global de açúcar, segundo analistas da S&P Global Platts, deve diminuir em 2,5 milhões de toneladas na temporada 2019/20. Mesmo com a queda, a Platts estima que os preços avancem para cerca de 14,5 centavos de dólar por libra-peso no ano que vem.

Mercado doméstico

No mercado interno o açúcar encerrou a última sexta-feira em alta pelo indicador Cepea/Esalq, da USP, cotado em R$ 88,03 a saca de 50 quilos do tipo cristal, valorização de 0,51% no comparativo com a véspera. No mês o indicador já acumula alta de 3,41%.

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