Coronavírus: medidas econômicas ajudam, mas são insuficientes, dizem analistas

Uma série de medidas foram anunciadas nesta segunda-feira (16) na tentativa de mitigar o os efeitos do coronavírus na economia brasileira. Mas, segundo analistas, essas medidas insuficientes para reverter o quadro de piora da atividade.

Segundo o Ministério da Economia, serão empregados R$ 147,3 bilhões em medidas emergenciais para socorrer setores e grupos de cidadãos mais vulneráveis.

Entra essas medidas estão a antecipação do 13º de aposentados e pensionistas do INSS e do abono salarial, reforço no programa Bolsa Família e ações de combate à pandemia.

De acordo com o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sergio Vale, a parte que trata de recursos para as pequenas empresas e para o SUS são relevantes.

“Esse é um choque de oferta que precisa de recursos para as empresas passarem pela crise com capital de giro”, ressalta.

As outras medidas são de renda, ele explica. No entanto, essa ainda não é uma crise de demanda.

A pandemia de coronavírus tem provocado um impacto direto em todas as economias. Isso porque fronteiras foram fechadas, produções interrompidas etc.

Os impactos no Brasil 

Nos Estados Unidos, já se trabalha com a ideia de uma possível recessão. Por aqui, mostra-se evidente o fato de que o Brasil não vai escapar dos estragos.

As últimas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deixam claro essa piora. No início do ano, as previsões para 2020 indicavam uma alta próxima de 2,5%.

No entanto, ontem, analistas consultados pelo relatório Focus, do Banco Central, passaram a projetar um crescimento de apenas 1,68%.