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O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), de soluções de melhoramento genético para a cana-de-açúcar, fechou o primeiro trimestre da safra 2021/22 com lucro líquido de R$ 30,6 milhões, montante 63,2% superior ao do mesmo período da safra anterior. Na mesma comparação, a receita líquida da companhia aumentou 40,3%, para R$ 90,7 milhões.

A empresa elevou seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em R$ 17 milhões em relação ao trimestre anterior, para R$ 52,1 milhões, com margem de 33,7%. O desempenho positivo no primeiro trimestre da temporada, segundo o CTC, deveu-se a uma combinação do aumento da área de cultivo e da participação de produtos de valor agregado mais alto – que ajudam a elevar a produtividade dos clientes e, como descreve a empresa, oferecem a ela uma dinâmica de preços mais favorável – na composição dos negócios. O CTC tem cerca de 100 produtos no mercado, divididos em três grupos: variedades convencionais, elite (Série 9000) e geneticamente modificadas.

“Mesmo com o cenário desafiador de seca, mantivemos bom ritmo de crescimento do nosso negócio no primeiro trimestre, com aumento do faturamento, lucro e Ebitda”, disse Rinaldo Pecchio, diretor financeiro e de relações com investidores do CTC, em informe sobre os resultados.

Os custos de pesquisa e desenvolvimento no primeiro trimestre da safra 2021/22 somaram R$ 35,2 milhões, o que representou um aumento de 33% em relação ao mesmo intervalo da safra passada. Segundo a empresa, a alta deveu-se principalmente ao redimensionamento da área de biotecnologia, às despesas com compra de materiais, serviços de análises e ao aumento das contratações para as áreas de biotecnologia e sementes.

Na divulgação do balanço, a empresa atestou que a estiagem que o país enfrenta desde o ano passado tem afetado a produção do setor sucroenergético. Além de prejudicar o desenvolvimento das plantas – e, com isso, a produtividade dos canaviais -, o longo período de chuvas abaixo da média histórica criou estímulos para que as usinas adiassem o início da safra. “Mesmo com o impacto sobre a produtividade, é possível que o setor não atinja o percentual estimado de reforma do canavial durante o ano”, diz a empresa.

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