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DATAGRO projeta cenário de maior moagem de cana na região Centro-Sul do Brasil para a safra 2025/26

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Moagem não deve ser muito diferente do ciclo anterior, de 625 milhões de toneladas, mas produção de açúcar deve crescer 48

Após esforços significativos das usinas na reta final da safra 2024/25, mesmo com as dificuldades impostas pelo tempo chuvoso, a região Centro-Sul do Brasil caminha para encerrar o ciclo com números acima das previsões iniciais. Segundo o novo Relatório VIP da DATAGRO A&E, foram processadas 611,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar até a primeira quinzena de dezembro, resultando em 39,71 milhões de toneladas de açúcar e 31,93 bilhões de litros de etanol. Embora esses números representem quedas de 4,3% e 5,1% para a cana e o açúcar, respectivamente, a produção de etanol cresceu 3,3%.

Com isso, a DATAGRO ajustou a estimativa final para a safra 2024/25, projetando uma moagem de 621 milhões de toneladas, inferior às 654,4 milhões registradas no ciclo anterior. Já o balanço de oferta e demanda aponta uma safra 2025/26 em patamar semelhante, com expectativa de 625 milhões de toneladas.

Apesar dos desafios climáticos de 2024, como seca e incêndios, a regularização das chuvas desde outubro tem gerado otimismo. “A recuperação dos índices de umidade do solo e a combinação de boa radiação solar têm favorecido o desenvolvimento da cana”, destaca o relatório. A previsão é de chuvas regulares até março, o que pode elevar a produtividade para o próximo ciclo.

A DATAGRO projeta um aumento de 2,2% na produtividade média do canavial, atingindo 80,3 toneladas por hectare em 2025/26, mesmo com uma leve retração de 1,4% na área colhida. O mix de produção também deve mudar, com o direcionamento de 52% da cana para o açúcar, contra 48% no ciclo anterior. Isso poderá levar a um recorde histórico de 43,66 milhões de toneladas de açúcar em 2025/26.

No segmento de etanol, a oferta total para 2025/26 deve alcançar 34,80 bilhões de litros, mantendo níveis próximos aos da safra anterior. No entanto, a composição será alterada: o etanol hidratado deverá recuar para 20,92 bilhões de litros, enquanto o anidro deve crescer para 13,88 bilhões.

Ainda assim, o relatório ressalta que a concretização desse cenário depende da continuidade das condições climáticas favoráveis nos próximos meses. “Se as chuvas persistirem até abril e início de maio, a moagem pode superar as expectativas atuais”, conclui o documento.

Com informações da DATAGRO
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