Home Últimas Notícias Demanda por diesel sobe 8,7% no 1° bimestre, mas previsão é de desaceleração
Últimas Notícias

Demanda por diesel sobe 8,7% no 1° bimestre, mas previsão é de desaceleração

Compartilhar

Estudo da EPE ainda mostra que o consumo de etanol hidratado deve sofrer aumento de 2,2% em 2024, chegando a 18,4 bilhões de litros, com uma projeção de crescimento adicional de 6,6% em 2025

O primeiro bimestre de 2024 registrou um aumento sazonal significativo na demanda por óleo diesel, conforme apontado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em seu estudo sobre as perspectivas do mercado brasileiro de combustíveis no curto prazo. No entanto, o restante do semestre pode ser afetado por uma safra menor que a do ano anterior, conforme destacado no documento.

Segundo a EPE, o consumo de diesel em janeiro e fevereiro registrou um aumento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pela ampliação do volume exportado de soja. Apesar da previsão de uma safra menor este ano, a expectativa é de um aumento de 1,67% na demanda por óleo diesel no primeiro semestre, comparado ao mesmo período de 2023.

Ainda de acordo com o estudo, a demanda por combustíveis líquidos no Brasil continuará em ascensão em 2024, com uma estimativa de crescimento de 1,3%, o equivalente a 2 bilhões de litros. É o terceiro ano consecutivo que a demanda  cresce acima de 4% ao ano, representando um incremento médio anual de 6,4 bilhões de litros entre 2021 e 2023. O consumo dos combustíveis do ciclo Otto continua em patamares elevados, com o etanol hidratado aumentando a sua participação, devido à relação de preços mais favorável quando comparado com a gasolina C.

O crescimento econômico, a redução dos impactos do El Niño no clima, a normalização da safra 2024/25 e políticas governamentais, incluindo o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), deverão, de acordo com o estudo da EPE,  impulsionar o consumo de combustíveis ao longo de 2024 e, especialmente, em 2025. Projeta-se um aumento de 3,3%, ou seja, 4,6 bilhões de litros na demanda brasileira de combustíveis líquidos para o próximo ano.

O consumo de diesel S10 também deverá aumentar 3,8% em 2024, atingindo 44,3 bilhões de litros, com um adicional de 7,1% em 2025, totalizando 47,4 bilhões de litros. Enquanto isso, o consumo de gasolina C, que já inclui a mistura de etanol, apresentou uma queda de 8% no primeiro bimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, após um aumento de 3% em fevereiro em relação a janeiro deste ano. A expectativa, no entanto, é que a demanda por esse combustível aumente 1,5% este ano para 46,7 bilhões de litros e cresça 3,3% em 2025, totalizando 48,3 bilhões de litros.

Já a previsão da EPE para o consumo de etanol hidratado, indica um aumento de 2,2% este ano, chegando a 18,4 bilhões de litros, com uma projeção de crescimento adicional de 6,6% em 2025, atingindo 19,6 bilhões de litros. De acordo com a EPE, a relação entre o preço do etanol hidratado e o da gasolina C favorece o biocombustível na maioria dos estados brasileiros, mesmo durante a entressafra, o que resulta em um aumento do consumo, tendendo a continuar ao longo de 2024.

Com informações do Estadão Conteúdo
Compartilhar

Episódio 26: Manejo de plantas daninhas em cana: por que começar antes faz toda a diferença?

Episódio 25: Bioenergia sem limites: o futuro da cana além do açúcar e do etanol

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

IAC e Better Beef firmam parceria para desenvolver batata-doce voltada à produção de etanol e biometano

Acordo prevê desenvolvimento de cultivares industriais com maior rendimento para biocombustíveis e...

Últimas Notícias

Estados Unidos mantêm cota mínima de importação de açúcar para 2027

USTR confirma volume mínimo previsto na OMC para açúcar bruto; Brasil é...

Últimas Notícias

Raízen nomeia Felix Faber como vice-presidente do conselho de administração

Executivo indicado pela Shell tem mais de 26 anos de experiência no...

Últimas Notícias

Petróleo fecha acima de US$ 100 pela primeira vez desde maio com tensões no Oriente Médio

Os preços do petróleo fecharam acima de US$ 100 nesta quinta-feira, 23,...