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QUEBRA MINISTÉRIO ELEVA EXIGÊNCIA PARA IMPORTAÇÃO DE ETANOL

A definição de que os importadores de biocombustíveis precisarão seguir as mesmas regras dos produtores nacionais vai proteger produtores brasileiros do forte crescimento das importações de etanol de milho. De acordo com Fernando Coelho Filho, ministro de Minas e Energia, o volume de etanol de milho importado até abril desse ano já representa quase o volume total do ano passado, o que seria uma ascensão violenta. “Evidentemente que isso tira espaço do nosso etanol nacional”, completou. Segundo ele, as associações e produtores se movimentaram atrás de mecanismos para proteger os produtores dos importadores, para que todos possam seguir as mesmas regras.

“Hoje o produtor nacional tem uma série de normas que precisa cumprir para garantir o abastecimento de mercado, e o importador não tem esses custos e obrigações. Não estamos proibindo importações, estamos dizendo que o importador tem que seguir as mesmas obrigações que o produtor nacional. Isso é o justo”, disse. As novas diretrizes foram definidas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e os importadores “deverão atender às mesmas obrigações de manutenção de estoques mínimos e de comprovação de capacidade para atendimento ao mercado, exigidas dos produtores de biocombustíveis instalados no país”.

China impõe tarifas de importação de 95%sobre açúcar

A China irá impor pesadas taxas sobre importações de açúcar após um movimento de usinas chinesas em prol da medida. No entanto, especialistas dizem que a regra pode não ser o suficiente para conter o fluxo do produto barato para o maior importador do mundo.

A regra, que deverá afetar cerca de um terço das importações anuais de açúcar da China, introduz uma tarifa extra para os próximos três anos sobre embarques que o governo disse que “impactam seriamente” a indústria doméstica. O movimento pode prejudicar importações procedentes dos maiores produtores como Brasil e Tailândia, uma vez que reduzirá a diferença entre os preços chineses e os internacionais. O açúcar na China custa quase o dobro dos preços no mercado de Londres, mas operadores dizem que as tarifas maiores devem também impulsionar mais contrabandos nas fronteiras ao Sul da China, enquanto algumas importações junto aos grandes produtores podem ser embarcadas por meio de países terceiros, excluídos das tarifas.

COM LEI DE ENLONAMENTO DE CARGA, TREMINHÃO PODE LEVAR QUATRO MULTAS NA MESMA AUTUAÇÃO

A partir de 1º de junho entra em vigor a resolução 618 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que exige o enlonamento das cargas de cana in natura nos caminhões canavieiros que trafegarem em rodovias municipais, estaduais e federais. Por duas vezes o setor conseguiu que a norma fosse adiada, mas agora, segundo informações do próprio Contran, não haverá mais prorrogações.

A partir do inicio da lei, autoridades competentes de trânsito poderão autuar aquele que trafegar sem a proteção adequada nas carretas por infração grave, com multa de R$ 195 e a perda de cinco pontos na carteira de motorista. O pior é que a multa é por equipamento, ou seja, os treminhões podem chegar a receber quatro multas na mesma atuação: cavalo mecânico, reboque, semi- reboque e dolly. O veículo pode ser apreendido e o motorista levar 20 pontos na carta. De acordo com Luiz Nitsch, especialista em Motomecanização, cerca de 50% das mais de 23 mil gaiolas que transportam cana em 1º de junho estarão sem o dispositivo de enlonamento de carga, utilizando gambiarras ou ainda conjuntos não adequados às normas do Contran.

UNICA DEFENDE RENOVABIO E DIZ QUE PROGRAMA VAI DESTRAVAR INVESTIMENTOS

A Unica (nião da Indústria de Cana-de-Açúcar) voltou a defender o RenovaBio, programa capitaneado pelo MME (Ministério de Minas e Energia) voltado à expansão dos biocombustíveis no País. Em nota, a entidade destacou que a iniciativa destravará os investimentos em capacidade produtiva do setor sucroenergético, chegando em 2030 com 54 bilhões de l de etanol, praticamente o dobro ante o fabricado atualmente. “Não se trata de subsídios, mas sim de uma política baseada em emissões que impulsionará o avanço da indústria. “É por meio de mecanismos claros e previsíveis que poderemos retomar o crescimento”, disse o diretor-executivo da associação, Eduardo Leão.

Segundo a Unica, o RenovaBio, após a consulta pública no primeiro trimestre, está agora prestes a ser avaliado pelo CNPE (Conselho Nacional de Energia) e ser transformado em proposta de resolução. Após isso, no segundo semestre, deverá tramitar no Congresso Nacional.

Retomada lenta e gradualna colheita de cana

Com a expectativa de uma safra recorde de grãos, os economistas acreditam que o agronegócio será a salvação para 2017, evitando que a economia brasileira fique sem crescimento pelo terceiro ano seguido. Nesse ambiente de crescimento da atividade, o setor sucroalcooleiro, que passou por momentos difíceis nos últimos anos, inicia um processo de recuperação lenta e gradual.

Segundo o presidente da Abag (Associação Brasileira da Agricultura), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, para recuperar a produtividade, que é um processo lento, o produtor terá de fazer a renovação de 20% do canavial, aumentando a área plantada, mas reduzindo a oferta de cana.

Para o presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Jacyr Costa Filho, se o programa Renova Bio se transformar em lei, será um indutor importante de novos investimentos e de geração de empregos no setor sucroenergético brasileiro, colaborando para o atingimento das metas de redução de emissões assumidas pelo Brasil ao ratificar a Cop 21.