Home Últimas Notícias Em meio a “saldão” de ativos, Raízen adquire participação da Sumitomo em joint-venture
Últimas Notícias

Em meio a “saldão” de ativos, Raízen adquire participação da Sumitomo em joint-venture

Compartilhar

Empresa consolida controle da subsidiária Raízen Biomassa, hoje inativa, enquanto vende ativos para reduzir alavancagem

A Raízen fechou a compra da participação da japonesa Sumitomo na Raízen Biomassa e passou a deter 100% da subsidiária, apurou o InvestNews. A operação consolida o controle da Raízen sobre a empresa, criada para produzir pellets de biomassa, um combustível sólido feito a partir de resíduos de cana usado para geração de energia.

Na prática, o ativo hoje está inativo: a única planta industrial da Raízen Biomassa, no interior de São Paulo, está desligada há anos e não há plano de reativação no curto prazo. A transação decorre do exercício de uma opção de venda prevista em 2016, quando a Sumitomo investiu na subsidiária.

A obrigação de compra fez a Raízen sair momentaneamente do modo vendedor para o de compradora. O movimento ocorre em meio a um amplo programa de desinvestimentos: a produtora e distribuidora de combustíveis controlada por Cosan e Shell está vendendo usinas, ativos de geração distribuída e operações no exterior para reduzir alavancagem e reorganizar o balanço.

Dívida alta

Segundo o balanço mais recente da Raízen, a companhia encerrou o mês de setembro com R$ 53,4 bilhões em dívida líquida, um salto de quase 50% em 12 meses, e uma alavancagem de 5,1 vezes o resultado operacional (Ebitda). Um ano antes, essa relação estava em 2,6 vezes.

O custo financeiro disparou com a combinação de mais dívida e CDI elevado, pressionando o resultado. Assim, o prejuízo acumulado no semestre chegou a R$ 4,1 bilhões.

A empresa vem alongando prazos e trocando linhas de curto prazo por dívida longa, mas depende da venda de ativos – cerca de R$ 3,9 bilhões já anunciados – para recompor caixa e aliviar a estrutura de capital.

Em paralelo, Cosan e Shell, controladoras da Raízen, seguem discutindo um aumento de capital para reequilibrar a estrutura financeira da companhia. No mercado, estima-se que seria necessário um aporte da ordem de US$ 1,5 bilhão, mas tanto Shell quanto Cosan demonstram relutância em ancorar a operação.

A equação envolve ainda o BTG Pactual, que recentemente se tornou um dos principais acionistas do grupo fundado por Rubens Ometto.

InvestNews| Rikardy Tooge

Compartilhar

Episódio 25: Bioenergia sem limites: o futuro da cana além do açúcar e do etanol

Episódio 24: A irrigação será indispensável para o futuro da cana-de-açúcar?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Mercado de açúcar deve registrar pequeno déficit em 2026/27, diz corretora Czarnikow

O mercado global de açúcar apresentará um déficit modesto de 600 mil...

Últimas NotíciasOpiniãoPopular

Terceirizar a gestão agrícola significa perder o controle da operação?

Essa talvez seja uma das maiores barreiras culturais quando discutimos novos modelos...

Últimas NotíciasDestaquePopularRecursos Humanos

Especial RH: Naquilo que você acreditar, será a sua verdade

Você já se perguntou no que acredita e por quê? por Renato...

Últimas Notícias

ANP monitora abastecimento de combustíveis no Norte para reduzir impacto do El Niño

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que...