A Usina Enersugar inicia a safra 2026/27 com dois milhões de toneladas de cana contratadas, volume que representa o limite da capacidade industrial da unidade, consolidando um novo momento operacional da empresa em sua sexta temporada desde a retomada das atividades.
O início da moagem está previsto para o dia 2 de abril e marca uma fase de consolidação do projeto industrial, que, em curto espaço de tempo, saiu de uma estrutura inativa por mais de uma década para atingir sua capacidade plena. A trajetória inclui a superação de desafios como o período da pandemia e a recuperação de instalações que estavam deterioradas após 12 anos sem operação.
De acordo com a companhia, o avanço até o patamar atual ocorre antes do previsto inicialmente, permitindo à empresa entrar em uma nova etapa, com foco no aprimoramento industrial e na otimização das operações. A estratégia passa pela redução de custos, maior eficiência produtiva e ampliação do suporte aos fornecedores de cana.
O acionista Sylvio Ribeiro destacou que o desempenho da usina chama atenção pela velocidade de crescimento. “A Enersugar é um caso para ser estudado, pela capacidade de sair de zero para dois milhões de toneladas em seis anos”, afirmou.
A safra também carrega um componente simbólico na trajetória da empresa. O acionista Dirceu Finotti relembrou o irmão e sócio Dorival Finotti, falecido em 2022, ressaltando que a consolidação do projeto reflete planejamento e execução ao longo dos últimos anos. Segundo ele, a expectativa é de encerrar o ciclo com resultados positivos e continuidade na evolução da companhia.
Já o diretor-geral Melchíades Terciotti reforçou que a empresa chega à nova safra após superar dificuldades relevantes e construir uma operação baseada em integração entre as áreas agrícola e industrial. Em sua avaliação, o momento atual reflete a maturidade do projeto e abre espaço para ganhos adicionais de eficiência.

