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Especial RH: A dinâmica das faixas salariais

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Como as faixas salariais evoluem no mercado? 

por Renato Fazzolari

Salário é um tema que interessa a todos, a quem paga e a quem recebe; o primeiro querendo saber como anda a sua política salarial, com a preocupação de reter profissionais e ser competitivo com o mercado. E o segundo, querendo saber como está seu salário em relação ao mercado, se está recebendo pouco, adequado ou muito.

No entanto, tanto o primeiro como o segundo, normalmente pouco sabem como esse mecanismo e dinamismo de identificação das faixas salariais funciona. Buscando esclarecer sobre esse tema, é que vamos fazer algumas ponderações. Porém, como o tema é complexo, e já tivemos a oportunidade de abordar sobre alguns aspectos, sugerimos para quem estiver interessado no assunto, consultar as 2 próximas dicas: “Entendendo a Pesquisa Salarial” e “Cargos Iguais, Salários Iguais”. Com esses Artigos prévios, ficará mais fácil compreender a explicação a seguir: São muitas as variáveis que interferem na flutuação das faixas salariais, mas vamos nos prender às principais.

O mercado aquecido ou recessivo interfere diretamente no fator Oferta X Procura, e talvez seja a principal causa da flutuação das faixas salariais. Quando aquecido, as ofertas de emprego sobem, as empresas para não perderem seus talentos, ajustam os salários, bem como, para obterem bons profissionais são obrigadas a se adequarem à realidade, e passam a pagar maiores salários. Nessas condições há um aumento nas faixas dos salários no mercado. O oposto também é verdade, quando o mercado está recessivo, o custo dos salários passa a ter um peso grande nos orçamentos, e como consequência as empresas se obrigam a ajustar seus orçamentos, demitindo e reduzindo os salários. Como esse efeito é em cascata, as faixas de mercado passam a diminuir.

Outro fator que interfere na flutuação das faixas salariais, é a importância que o cargo teve, tem e terá na estrutura organizacional. Ex.: Você já ouviu falar de Copidesque, Datilógrafo, Kardexista? Foram cargos que tiveram sua importância no passado, mas que não existem mais, e gradativamente foram perdendo valor de mercado. Paralelamente, no caso das Empresas Sucroenergéticas e no Agronegócio em geral, com a expansão da colheita mecanizada e com o custo que uma frota passou a ter nessas empresas, os cargos voltados para cuidar dessas frotas, como os da manutenção, passaram a se valorizar mais e inflacionaram as faixas de mercado.

Sempre que o mercado tiver a necessidade da atuação mais forte de um segmento de profissionais, ex.: Quando o custo do dinheiro for preponderante, a categoria valorizada será a dos profissionais da área financeira. Quando a necessidade é de vender mais, os profissionais valorizados serão os da área Comercial e Marketing, e assim sucessivamente; lembrando que quando a situação se estabiliza, pode ocorrer o oposto, e as faixas de mercado caírem. Obs.: Ver a Dica “Você sabe como a Seleção Natural age nas Empresas?”

Outro fator é a realidade de cada empresa em relação ao mercado; localização, ambiente interno, condições que oferecem aos funcionários, imagem que possuem no mercado, condições econômica e financeira, perspectiva de futuro, entre outras condições. E no lado do assalariado é importante saber qual a condição em que se encontra, como está em relação aos demais profissionais de seu nível, o que tem feito para se atualizar e especializar no cargo que exerce, como o seu cargo está cotado no mercado, se está em evolução ou não, como avalia seu próprio Currículo, etc.

Todos esses fatores são básicos para despertar o entendimento de como funciona o dinamismo e a evolução das faixas salariais do mercado, e ajudar, no caso das empresas a ter uma boa política salarial, e no lado do assalariado a saber sua realidade em relação a seu ganho.

Até a próxima, e muita paz!

*Renato Fazzolari é fundador da AGRHO Headhunting, psicólogo, terapeuta transpessoal, escritor, articulista da UDOP, palestrante e conferencista em congressos e seminários. Ex-Gerente e Diretor de Recursos Humanos em empresas nacionais e multinacionais.

 

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