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A produção de etanol de milho no Brasil está crescendo. Entre 2019 e 2020 a produção de milho foi de 1,67 bilhão de litros, um salto em relação a 2013 e 2014, quando o país produzia 37 milhões de l. A expectativa, segundo a Unem (União Nacional do Etanol de Milho) é que o Brasil chegue a 8 bilhões de litros entre 2027 e 2028.

Hoje, o biocombustível já responde por 8% do mercado de etanol no Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Nesta safra (2021/22) o etanol de milho pode chegar a 10% do volume total da produção, hoje de 33 bilhões de litros.

O Brasil tem 18 usinas que produzem etanol de milho. Dessas, 16 estão na região Centro-Oeste, sendo 11 no Mato Grosso e cinco em Goiás. São Paulo e Paraná têm uma unidade cada um.

Em entrevista ao UOL, o presidente executivo da UNEM, Guilherme Nolasco, afirmou que o etanol de milho não tem a pretensão de ser protagonista no mercado de etanol. No entanto, a projeção é de ampliação para os próximos anos.

“Teremos uma participação cada vez mais relevante para manter a oferta de etanol no período da entressafra”, disse à UOL. O setor tem projeções para ocupar 20% do mercado de etanol até a safra 2029/30.

Além do etanol, as usinas ainda geram o DDG (um farelo proteico usado na alimentação animal). A cada tonelada de milho processada gera um total de 430 litros de etanol e 300 kg de farelo.

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