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Etanol: preço não deve superar 2019

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Mesmo com queda da produção e dos estoques de etanol, e da recuperação dos preços do petróleo, junto a questão cambial, o preço do biocombustível não deve ultrapassar o da safra anterior.

Segundo o Haroldo Torres, economista e gerente de projetos do Pecege, mesmo com a forte queda no consumo de combustíveis no país, o acúmulo excessivo de estoques ficou limitado diante da queda na produção de etanol, que é estimada em 3,5 bilhões de litros.

“Entre os diferentes cenários analisados pelo Pecege, existe uma diferença importante nos estoques de passagem, o que se reflete em patamares distintos de preços, especialmente na entressafra. Em todos os cenários, entretanto, o indicador para o etanol hidratado se mantém abaixo do observado na entressafra passada”, afirma o economista.

Ainda que sujeito a modificações, o cenário atual brasileiro aponta, de acordo com Torres, para a progressiva retomada das atividades e redução do isolamento social, fazendo, em particular, a chamada Trajetória Prometeu cada vez mais improvável.

“Assim, os estoques ao longo do segundo semestre de 2020 devem ser inferiores àqueles do mesmo período de 2019, o que facilita a recuperação de preços seguindo a paridade a gasolina”, afirma.

Entretanto, em relação aos preços, o economista diz que não se observa grandes diferenças em suas trajetórias esperadas, e os mercados de energia e cambial devem se manter como principais fatores para a recuperação do preço do etanol. Porém, entre as trajetórias, a magnitude do impacto desses fatores é distinta e influenciada justamente pelo acúmulo de estoques que, por seu turno, determina o nível de oferta do etanol.

“Ou seja, a tendência do preço do etanol hidratado é de elevação, seguindo as perspectivas sobre o mercado internacional do petróleo. Contudo, o crescimento do preço é inferior ao observado no segundo semestre de 2019.

(Natália Cherubin)

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