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EUA aumenta volume de biocombustíveis para os próximos três anos, mas não agrada setor

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O governo Biden aumentou nesta quarta-feira, 21, a quantidade de biocombustíveis que as refinarias de petróleo precisam misturar aos combustíveis do país nos próximos três anos. Entretanto, o plano tem desagradado a indústria de renováveis, que argumenta que as metas para etanol e biodiesel à base de milho não são altas o suficiente.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) foi a responsável por estabelecer os volumes de mistura de biocombustível para o chamado Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS).

Para 2023, a agência aumentou o volume de etanol de milho e outros biocombustíveis, dos 20,82 bilhões de galões (78,80 bilhões de litros) que tinham sido estabelecidos no fim do ano passado para 20,94 bilhões de galões (79,26 bilhões de litros). Há ainda um volume suplementar de 250 milhões de galões (946,25 milhões de litros) para compensar as isenções concedidas a pequenas refinarias, referentes a 2016.

Mas os volumes finais incluem apenas 15 bilhões de galões (56,78 bilhões de litros) de biocombustíveis convencionais, como o etanol à base de milho, em todos os três anos, além da quantidade suplementar para 2023. Isso representa uma queda em relação à proposta inicial, que incluía 15 bilhões de galões de biocombustíveis convencionais em 2023 e 15,25 bilhões de galões (57,73 bilhões de litros) em 2024 e 2025.

Por sua vez, a exigência para biocombustíveis avançados, como biocombustíveis celulósicos e etanol de cana-de-açúcar, é de 5,94 bilhões de galões (22,48 bilhões de litros) em 2023, 6,59 bilhões de galões (24,94 bilhões de litros) em 2024 e 7,33 bilhões de galões (27,74 bilhões de litros) em 2025.

O plano também prevê aumentos modestos nos volumes de diesel à base de biomassa em comparação com a proposta, apesar da grande pressão para aumentar os volumes vinda de grupos do setor que produzem biodiesel, diesel renovável e combustível de aviação sustentável.

O volume de biodiesel foi estabelecido em 2,82 bilhões de galões (10,67 bilhões de litros) em 2023, 3,04 bilhões de galões (11,51 bilhões de litros) em 2024 e 3,35 bilhões de galões (12,68 bilhões de litros) em 2025. Em dezembro do ano passado, a EPA propôs mistura de 2,82 bilhões de galões (10,67 bilhões de litros) de biodiesel em 2023, 2,89 bilhões de galões (10,94 bilhões de litros) em 2024 e 2,95 bilhões de galões (11,17 bilhões de litros) em 2025.

Desta forma, o anúncio atraiu fortes críticas dos defensores do etanol e do biodiesel.

“A indústria respondeu aos sinais do governo Biden e do Congresso, visando descarbonizar rapidamente os mercados de combustível dos EUA, especialmente de aviação, transporte marítimo e de carga pesada, e disponibilizar combustíveis limpos para mais consumidores”, disse Kurt Kovarik, vice-presidente de assuntos federais da Clean Fuels, um grupo de biodiesel. “Os volumes que a EPA finalizou hoje não são altos o suficiente para apoiar essas metas”.

O secretário de agricultura de Iowa, Mike Naig, disse que as resoluções finais não apoiam plenamente os benefícios que os biocombustíveis podem oferecer aos agricultores e consumidores.

Já a Associação de Combustíveis Renováveis chamou as reduções sobre o etanol de “inexplicáveis” e “injustificadas”.

A EPA disse que a regra final reduzirá a dependência de fontes estrangeiras de petróleo em cerca de 130 a 140 mil barris por dia entre 2023 e 2025.

Reuters/Stephanie Kelly e Jarrett Renshaw
Com reportagem de Mark Weinraub; informações adicionais da Agência Estado
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