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Fraqueza do dólar sustenta reação técnica nos preços do açúcar

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Os preços do açúcar encerraram a sessão de segunda-feira em alta, sustentados pela desvalorização do dólar no mercado internacional. O índice recuou para o menor nível em uma semana, movimento que incentivou a recompra de posições vendidas (short covering) nos contratos futuros da commodity.

O contrato de açúcar bruto para março fechou em alta de 0,24 centavo de dólar, ou 1,7%, para 14,35 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de açúcar branco para março teve elevação de US$ 1, ou 0,25%, indo a US$ 405,40 por tonelada.

O cenário de mercado segue marcado por uma posição excessivamente vendida dos fundos. De acordo com o relatório semanal de Compromisso dos Traders (COT), referente à semana encerrada em 3 de fevereiro, os fundos ampliaram suas posições líquidas vendidas em açúcar bruto negociado em Nova York e opções em 57.104 contratos, alcançando um recorde histórico de 239.232 contratos líquidos vendidos — o maior nível desde o início da série, em 2006.

Apesar da recuperação pontual, o movimento ocorre em um contexto de tendência baixista. Nos últimos três meses, os preços do açúcar vêm recuando gradualmente, refletindo as preocupações com o excesso de oferta global. Na última sexta-feira, o açúcar negociado em Nova York atingiu a menor cotação em três meses, enquanto o mercado de Londres registrou, na semana anterior, o menor nível dos contratos mais próximos em cinco anos.

Os fundamentos seguem pressionados pelo desempenho da produção brasileira. Segundo dados divulgados pela Unica, a produção acumulada de açúcar na região Centro-Sul do Brasil na safra 2025/26, até meados de janeiro, somou 40,236 milhões de toneladas, alta de 0,9% na comparação anual. O mix açucareiro também aumentou, com 50,78% da cana direcionada para a produção de açúcar, frente a 48,15% na safra anterior.

No horizonte mais longo, as perspectivas continuam indicando excedentes globais. Analistas da trading Czarnikow projetam um superávit mundial de açúcar de 3,4 milhões de toneladas métricas na safra 2026/27, após um excedente estimado de 8,3 milhões de toneladas na safra 2025/26, reforçando o viés de pressão sobre os preços no médio prazo.

Com informações da Barchart

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