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Grupo amplia aposta na exportação de açúcar

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Para reduzir os impactos da dupla crise dupla de preços e volume que atinge o mercado de biocombustíveis, e para mitigar os efeitos da redução da demanda de algumas indústrias por açúcar, a Tereos Açúcar e Energia Brasil – braço da francesa Tereos com faturamento anual de cerca de R$ 3 bilhões – vai apostar em toda sua capacidade de produção do adoçante e aproveitar uma recém-reforçada estrutura logística de exportação para intensificar as vendas da commodity ao mercado internacional.
O movimento espelha o que vem ocorrendo em todo o Centro-Sul do país. Mas a migração açucareira da Tereos é mais significativa, uma vez que suas sete usinas no Brasil já têm um
“DNA” açucareiro bem acima da média e a empresa já atua em diversos mercados, com fornecimento tanto para indústrias como para o consumidor final.
Com forte contribuição de suas operações no Brasil, a Tereos é a terceira maior produtora de açúcar do mundo, com receita anual de mais de 4 bilhões.
Assim, a companhia consegue migrar até 68% da cana para fabricar açúcar, enquanto na média das usinas do Centro-Sul o percentual deverá ficar em 45%, segundo algumas projeções, ante 34% em 2019/20.
“Temos atuação em exportação de açúcar branco, embarque de açúcar VHP [bruto], açúcar para o varejo e açúcar industrial, o que faz com que possamos direcionar produtos para um canal ou outro, dependendo da demanda e da relação de preços. Neste momento, é uma vantagem competitiva que temos”, afirmou Jacyr da Costa Filho, diretor da Região Brasil da Tereos, ao Valor.
Essa estratégia, porém, não faz a empresa prescindir do mercado de etanol, que agora enfrenta uma pressão adicional com o colapso das cotações do petróleo.
O executivo, que também preside o Conselho do Agronegócio da Fiesp,.disse que o governo precisa apresentar medidas “nesta semana” para impedir a desorganização de algumas empresas.
Na semana passada, a cadeia produtiva pediu a criação de uma linha de R$ 9 bilhões para estocar etanol e mudanças tributárias para melhorar a competitividade do biocombustível em relação à gasolina.
Para a Tereos, a virada açucareira deverá reduzir significativamente sua exposição ao etanol.
Na safra passada (2019/20),.das quase 20 milhões de toneladas de cana processada nas sete usinas da Tereos, 60% viraram açúcar,.cuja produção foi de 1,6 milhão de toneladas.
Nesta temporada, a empresa deverá moer quantidade similar de cana, mas o resultado da produção de açúcar será maior,.próximo a 2 milhões de toneladas, a depender da produtividade nas lavouras.
A estratégia da múlti não significa, porém, que o mercado da commodity está imune a desafios em tempos de pandemia. C
om mudanças de hábitos e redução de consumo fora de casa, algumas indústrias de alimentos já vêm solicitando a revisão de contratos de açúcar por perda nas vendas, disse o executivo.

Mas. Desse modo. Mas.

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Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

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