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Mercado do milho encerra 2024 com preços firmes e otimismo para a próxima safra

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O mercado de milho no Brasil manteve-se com preços firmes na segunda semana de dezembro, refletindo a retração dos vendedores e as dificuldades enfrentadas pelos compradores para recompor os estoques. De acordo com o Cepea, parte dos vendedores ativos no mercado spot tem solicitado preços mais elevados, justificando o movimento pela oferta limitada típica deste período do ano, quando armazéns e transportadoras entram em recesso.

Ainda segundo pesquisadores do Cepea, alguns consumidores relataram que, diante da dificuldade de reposição, acabaram aceitando pagar valores maiores pelo cereal. Essa dinâmica contribuiu para manter os preços aquecidos na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

No campo, o cenário climático trouxe um alívio para a safra 2024/25. Após um início atrasado devido à falta de chuvas, o retorno das precipitações impulsionou o otimismo dos agentes. Relatório divulgado pela Conab em 12 de dezembro projeta uma produção total de 119,63 milhões de toneladas, o que representaria um crescimento de 3,4% em relação ao volume produzido na safra 2023/24.

Já na semana anterior, encerrada em 9 de dezembro, tanto compradores quanto vendedores se mostraram retraídos no mercado spot, resultando em uma liquidez baixa. Conforme explica o Cepea, a redução das negociações nessa época do ano é comum, especialmente porque muitos agentes trabalham com estoques já comprometidos ou evitam transações por questões fiscais. Além disso, as exportações brasileiras de milho seguem em ritmo lento, aumentando os estoques disponíveis internamente.

Apesar da baixa liquidez, os preços reagiram devido à postura firme dos vendedores e ao cenário de oferta limitada. Compradores, por sua vez, estão atentos ao desenvolvimento das lavouras de verão e às condições climáticas, que devem influenciar os volumes disponíveis nos próximos meses.

Com informações da Cepea
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