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Milho: área plantada de milho nos EUA deve ser maior

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O relatório trimestral de estoques e área plantada nos EUA trouxe números acima da expectativa para o cereal. A área maior pode trazer incremento importante para a produção americana na safra 2024/25. 

Os estoques americanos de milho atingiram 126,8 milhões de t no 2°tri 2024 e ficaram acima das expectativas do mercado, de 123,8 milhões de t. Em comparação, no mesmo período do ano passado, os estoques estavam em 104,2 milhões de t. Já a área plantada foi projetada em 37 milhões de t ha, acima da expectativa do mercado, de 36,6 milhões de ha. Da mesma forma, o número ficou acima dos 36,4 milhões de t ha do relatório trimestral de março. Os dados são do último relatório do Itaú BBA.

“Assumindo como área plantada e área colhida os números do último relatório trimestral e comparando os mesmos com o relatório WASDE de junho, temos uma produção de 377,5  milhões de t(WASDE) contra 383,4 milhões de t, ou seja, uma diferença no número final de produção de milho dos EUA americana de +5,9MMt. Para chegar no número, utilizamos uma área colhida de 33,8 milhões de ha e a produtividade de 11,4 t/ha, estimada pelo USDA. Se esse incremento se confirmar, a tendência é de aumento nos estoques americanos, trazendo ainda mais pressão para os preços em Chicago”, disseram os analistas do Itaú BBA.

Os analistas ainda ressaltam que esse número é teórico e depende do comportamento do clima nos meses de julho e agosto, período de polinização do milho. “Os mapas atuais mostram que esses meses devem ser mais quentes que a média, o que pode afetar a produtividade do milho”, afirmaram.

Ainda segundo análise do banco, as exportações de milho dos EUA apresentam bom ritmo devido ao preço, mas também pela demanda forte do México, por conta da menor produção da safra 2023/24, o que aumentou a demanda do país por importações. “É esperada alguma recuperação para a safra mexicana em 2024/25, porém ainda abaixo dos níveis das safras anteriores, o que, junto com os preços mais baixos nos EUA, deve manter os embarques americanos de milho em bom ritmo”, concluíram.

Natália Cherubin com informações do Itaú BBA
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