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Milho: Conab prevê produção recorde de 126,9 milhões toneladas na safra 2022/23

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A produção brasileira de grãos pode atingir 312,4 milhões de toneladas na safra 2022/23. Se confirmado, o volume supera em 41,5 milhões de toneladas o recorde obtido na temporada recentemente finalizada, quando foram colhidos 270,9 milhões de toneladas. As informações são do primeiro Levantamento da Safra de Grãos 2022/23, divulgado ontem, 6, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Dentre os produtos, a Conab destaca o milho que, em suas três safras, deve registrar uma produção de 126,9 milhões de toneladas, alta de 12,5% ante 2021/22.

Para o milho de primeira safra, a entidade espera uma redução de 1,5% na área a ser cultivada devido à elevação dos custos e à migração para cultivos mais rentáveis. O plantio está avançado no Sul do país, onde as precipitações frequentes e bem distribuídas favorecem o seu desenvolvimento inicial, apesar das baixas temperaturas registradas que retardaram a emergência em algumas regiões.

“Nos três estados do Sul, onde a semeadura já está avançada, os produtores estão atentos para possível incidência de ataques de cigarrinha, principalmente com o aumento das temperaturas nos próximos meses”, comenta a superintendente de informações da agropecuária da companhia, Candice Romero Santos.

Mesmo com a menor área, a entidade espera que a colheita do cereal na primeira safra apresente um aumento de 14,6%, sendo estimada em 28,69 milhões de toneladas. O resultado se deve a expectativa de recuperação da produtividade no atual ciclo.

Mercado

As primeiras projeções da Conab para a safra 2022/23 apontam incremento nos estoques finais de milho em 20% quando comparado à safra 2021/22. No que se refere ao consumo interno, o levantamento aponta um incremento de 6,2% na demanda.

Em relação à exportação do milho, a projeção da Conab envolve uma maior produção e uma demanda externa aquecida, de modo que a entidade estima que 45 milhões de toneladas sairão do país via portos. O volume representa uma elevação de 21,6% nas exportações do cereal em 2023.

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