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Milho: expectativa de boas safras no Brasil e EUA devem pressionar os preços

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A expectativa de grandes safras nos Estados Unidos e no Brasil, podem fazer com que os preços tenham queda no ciclo 2023/24. De acordo com relatório do Itaú BBA, os contratos mais longos do cereal seguem em queda. “Caso não haja problemas durante o plantio e desenvolvimento da safra americana, podemos ver quedas adicionais dos preços”, disseram os analistas do banco.

No curto prazo, a continuidade da colheita da primeira safra seguirá exercendo pressão nos preços internos. Um ponto de atenção, no caso do cereal, é a evolução do clima nas próximas semanas. Segundo os analistas do Itaú BBA, o plantio da segunda safra foi realizado fora da janela ideal em muitas áreas, aumentando os riscos. “Porém, as previsões de momento são boas e não apontam problema iminente, porém isso é algo a ser monitorado.”

As importações de milho pela China devem alcançar 18 milhões de toneladas no ciclo 2023/24. A projeção foi feita pelo adido agrícola do USDA em Pequim e representa estabilidade em relação à safra 2022/23. O mesmo relatório projeta as exportações de milho do Brasil para a China em 5 milhões de toneladas no ano de 2023. Em 2022, segundo a Secex, o Brasil embarcou, para o país asiático, 1,2 milhão de toneladas do cereal.

A alta do preço do açúcar pode favorecer as usinas de etanol de milho. Com a valorização do adoçante, as usinas de cana provavelmente darão preferência à produção de açúcar em detrimento do etanol, de acordo com análise do Banco.

“Os preços de etanol na B3 seguem valorizando, o que, junto com a mudança do ICMS favorecendo a competitividade do biocombustível sobre a gasolina, impulsionando o consumo, tende a beneficiar o resultado das usinas de etanol de milho”, disseram.

Preços internos do milho caíram em abril

Os preços externos apresentaram desvalorização em março, com queda de 5,1% em Chicago, na média a USD 6,37/bu. Sem grandes novidades nos fundamentos, os preços acompanharam a forte queda na posição dos fundos não comerciais, seguindo os acontecimentos no mercado financeiro, que forçaram alguns a liquidar suas posições na commodity. Na parcial de abril até o dia 20, o cereal apresenta valorização de 3,9% na CBOT (média USD 6,58/bu), seguindo a valorização do petróleo no mercado internacional e novas compras chinesas do grão americano.

Já no mercado interno, conforme Itaú BBA, o mês de março também foi de queda nos preços. Em Sorriso, a média caiu 5,7% ante fevereiro, para R$ 62,22/saca. Em março, tivemos uma aceleração do plantio do milho segunda safra, com a diminuição das chuvas principalmente na região central do Brasil.

Os dados da Conab indicam o plantio praticamente finalizado. Da mesma forma, a colheita do milho primeira safra também acelerou nas últimas semanas. A Conab estima a área colhida em 55% e esse avanço da colheita influencia os preços, que seguem desvalorizando 13% em Sorriso na parcial de abril (média R$ 55/saca).

Vitoria Trintim, com informações do Itaú BBA sob suepervisão

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