Moagem de cana no País está estimada em 642,7 mi de t na safra 2019/20

A produção brasileira de cana-de-açúcar na safra 2019/20 deve alcançar 642,7 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 3,6% em comparação com o período anterior. Os números fazem parte do terceiro levantamento para a safra 2019/20, da Companhia Nacional de Abastecimento, divulgados nesta quinta-feira, 19.

A área colhida com a cultura está projetada em 8,48 milhões de hectares, representando redução de 1,3% se comparada com a safra 2018/19. A Conab explicou em comunicado que o fato de a redução de área permitir o aumento da safra se deve à boa produtividade dos canaviais, que marca atualmente 75,7 toneladas por hectare e aumento de 4,9% em relação à safra anterior. Em algumas regiões, os produtores “estão mudando as áreas de produção para as de renovação, em busca de maior produtividade”, informa a estatal.

Das 642,7 milhões de toneladas de cana a serem moídas no Brasil, cerca de 65% são destinadas à produção de etanol, distribuídas nos subprodutos anidro e hidratado, e 35% para açúcar. A fabricação de açúcar deve alcançar 30,1 milhões de toneladas do alimento, com um crescimento de 3,8% em comparação com a safra 2018/19.

A produção total de etanol, proveniente da cana-de-açúcar e do milho, é de 35,5 bilhões de litros, com um acréscimo de 7,2%, comparado à safra 2018/19. Só da extração da cana são 33,8 bilhões de litros e crescimento de 4,6%. Desse total, a maior parte vai para o etanol hidratado, gerando 23,6 bilhões de litros, enquanto que o anidro fica com 10,2 bilhões.

A Conab destaca que o etanol do milho está despertando interesse dos produtores. A estatal vem observando essa relevância na destinação do produto para combustível desde maio, quando começou a incluir o cereal em suas pesquisas. A estimativa é de uma produção de 1,69 bilhão de litros, com elevação de 114% frente à última safra.

O biocombustível na forma hidratada sinaliza a produção 1,2 bilhão de litros, com crescimento de 120%, ao passo que o anidro chega a 463 milhões e aumento de 2,6% a mais que no estudo anterior.