Home Últimas Notícias MTE afirma que mais de 200 trabalhadores que atuam em canaviais em SP não tem registro
Últimas Notícias

MTE afirma que mais de 200 trabalhadores que atuam em canaviais em SP não tem registro

Para produtores de cana safra 2020/21 foi melhor do que o esperado
Compartilhar

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou uma ação em São Paulo, nos municípios da região de Ribeirão Preto e Franca e encontrou mais de 200 trabalhadores trabalhando informalmente. As ações ocorreram em propriedades em Morro Agudo, São Joaquim da Barra, Ituverava e Jeriquara em atividades relacionadas ao plantio de cana-de-açúcar, que fornecem parte da demanda das usinas sucroenergéticas da região.

Segundo o coordenador de fiscalização do trabalho rural, Fernando da Silva, todos os 200 trabalhadores estavam atuando sem registro formal de emprego, além de diversas outras irregularidades. “Em algumas frentes de trabalho, não havia nenhum único trabalhador registrado, uma situação de completa informalidade”, disse.

De acordo com as informações do MTE, o grupo também não dispunha de equipamentos de proteção individual e ferramentas, trabalhavam sem instalação sanitária, abrigo ou local para refeição, além de enfrentarem problemas no fornecimento de água potável e fresca. A inspeção interditou várias áreas das frentes por risco de acidentes graves, como caminhões se deslocando pela área de plantio enquanto levavam trabalhadores posicionados em pé sobre a carga de cana-de-açúcar.

“Infelizmente, nos últimos anos, passamos a encontrar situações bastante precárias, um retrocesso de mais de 20 anos neste setor”, Fernando da Silva (MTE)

“Ao longo dos últimos anos notamos uma piora significativa e queremos chamar a atenção de toda a cadeia produtiva para podermos atuar de maneira coordenada”, relata Antonio Carlos Avancini, auditor que fiscaliza o trabalho rural há mais de 20 anos.

“Nesses eventos, nosso objetivo é orientar o empregador, trabalhando lado a lado com os produtores na melhoria das condições de trabalho no setor sucroalcooleiro, justamente para evitarmos casos mais graves, como o resgate de trabalhadores em condições análogas às de escravo”.

Ele relembrou que, recentemente, 32 trabalhadores foram resgatados em condições análogas à de escravo em uma fazenda em Pirangi, interior de São Paulo, que fornecia cana-de-açúcar para uma usina da região. Trazidos do interior de Minas Gerais, os trabalhadores tiveram de arcar com o custo do transporte, não recebiam alimentação adequada, não receberam os salários acordados, além de parte deles ter sido alojada em um açougue.

Compartilhar

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas NotíciasDestaque

Jalles projeta recuperação da produtividade e amplia investimentos em irrigação na safra 2026/27

Companhia prevê moagem de 7,8 milhões de toneladas de cana, crescimento de...

Últimas NotíciasAgrícolaDestaquePopular

Sensores, plataformas digitais e automação transformam a gestão da irrigação nas usinas

Monitoramento de solo, planta, clima e sistema hidráulico ampliam a precisão das...

Últimas Notícias

Perspectiva de um El Niño intenso traz mudanças para mercado global de açúcar

Com a formação do fenômeno climático El Niño já confirmada, especialistas consideram que...

Últimas NotíciasDestaque

Cerradinho Bio amplia lucro em 90% na safra 2025/26 e registra crescimento na produção de açúcar

Companhia encerra a safra 2025/26 com EBITDA de R$ 1,5 bilhão, crescimento...