Home Últimas Notícias Países da UE aprovam acordo com o Mercosul e criam maior zona de livre-comércio do mundo
Últimas Notícias

Países da UE aprovam acordo com o Mercosul e criam maior zona de livre-comércio do mundo

Compartilhar
Uma maioria qualificada de Estados europeus aprovou na sexta-feira o acordo com o Mercosul, criando a maior zona de livre-comércio do mundo, apesar da indignação dos agricultores e da oposição da França. O aval abre caminho para que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje já na segunda-feira ao Paraguai para assinar o tratado comercial com o bloco sul-americano. O Paraguai está na presidência rotativa do Mercosul neste ano.

A votação oficial, porém, ainda não ocorreu. A leitura de que o acordo foi aprovado é baseada nas declarações de embaixadores dos 27 Estados-membros durante a reunião, que começou às 11h (7h em Brasília). Os votos serão declarados às 17h (13h no horário de Brasília).

Segundo o jornal espanhol El País, França, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda mantiveram-se contrárias ao acordo, enquanto a Bélgica decidiu se abster.

O que mudou foi a posição da Itália, que se deu por satisfeita com as concessões feitas aos agricultores nos últimos dias. Com isso, foi possível garantir a maioria qualificada de 55% dos países que representem ao menos 65% da população da União Europeia. São dos dois requisitos para a aprovação do pacto comercial pelos europeus.

Alemanha: aposta em novas parcerias

O tratado é resultado de mais de 20 anos de negociações e é considerado histórico porque criará uma zona de livre-comércio de mais de 720 milhões de consumidores. Combinadas, as economias somam US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).

— É um acordo fundamental para a União Europeia, no plano econômico, político, estratégico e diplomático — disse Olof Gill, um dos porta-vozes da comissão, braço executivo do bloco europeu.

 A Alemanha, uma das maiores apoiadoras da iniciativa, disse que ‘envia um sinal importante’, após a maioria dos membros da UE votar a favor do pacto. “Enquanto outros estão se fechando e adotando políticas comerciais cada vez mais agressivas, estamos apostando em novas parcerias”, afirmou o ministro das Finanças, Lars Klingbeil, em comunicado.

Próximos passos

Mesmo que a assinatura avance em Assunção, o acordo não entrará imediatamente em vigor, já que do lado da UE é também necessário o aval do Parlamento Europeu, o que deve demorar semanas. Nessa etapa, é necessária apenas maioria simples dos eurodeputados.

No caso do Mercosul, cada nação precisa ratificar o acordo em seu próprio Congresso Nacional. No Brasil, isso significa a aprovação pelo Congresso Nacional, explica Roberto Jaguaribe, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e ex-embaixador do Brasil na Alemanha.

Segundo ele, como o acordo na UE foi desmembrado, ele não precisa passar individualmente pelos parlamentos de cada país europeu. A Comissão Europeia tem competência para negociar a parte comercial e tarifária em nome do bloco.

Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Preço do petróleo cai com Arábia Saudita oferecendo mais petróleo por meio de Omã

Os preços do petróleo caíram nesta quarta-feira, 16, após notícias de que...

Representantes da IMO e da Unica em missão técnica
Últimas Notícias

Unica realiza missão técnica internacional com visitas a usinas da São Manoel e da FS

A União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica) realizou, entre os...

Últimas NotíciasAçúcar

Açúcar fecha misto após tocar mínimas de 1,5 semana

Demanda física mais fraca e valorização do dólar pressionaram as cotações durante...

Últimas Notícias

Etanol de milho pode exigir R$ 14,3 bi em novas florestas energéticas em MT

Estado pode precisar adicionar 218 mil hectares de eucalipto até 2030 para...