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Petróleo encerra a semana sem impulso e com mercado de olho no Irã

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Os preços do petróleo fecharam perto do ponto de equilíbrio nesta sexta-feira, 30, ao final de uma semana de altas impulsionadas pelo repique das tensões no Irã, que despertam o temor de uma perturbação no fornecimento mundial de petróleo.

O barril de Brent do mar do Norte, para entrega em março, fechou em leve baixa de 0,03%, a US$ 70,69. Já o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega no mesmo mês, recuou 0,32%, a US$ 65,21.

Durante a semana, o WTI subiu mais de 6% e o Brent, mais de 7%, cruzando a barreira dos US$ 70 pela primeira vez desde setembro.

O presidente americano, Donald Trump disse, nesta sexta-feira, que o Irã quer “concluir um acordo” com os Estados Unidos, depois que Teerã se disse disposto a retomar o diálogo, mas excluindo discutir suas capacidades de defesa e balísticas.

Na quinta-feira, Trump assegurou que “esperava” não ter que ordenar um ataque, ao mesmo tempo em que instou Teerã a chegar a um acordo nuclear.

As ameaças de Washington foram “particularmente preocupantes” para o mercado petrolífero, informou Barbara Lambrecht, da Commerzbank.

O Irã está entre os dez principais produtores de petróleo e fica diante do estreito de Ormuz, por onde circulam cerca de 20% da produção mundial do ouro negro.

“Assim que os riscos geopolíticos pararem de dominar as manchetes como fazem hoje, os preços deveriam cair”, antecipou Lambrecht.

Os operadores também acompanham com atenção os níveis de produção nos Estados Unidos e no Cazaquistão.

Do lado americano, os problemas de produção relacionados com a tempestade de inverno Fern “deveriam diminuir hoje”, com o balanço das perturbações “abaixo da barreira dos 500 mil barris diários”, disseram os analistas da DNB Carnegie.

No Cazaquistão, a principal jazida petrolífera retomou na segunda-feira a extração depois de uma interrupção de uma semana. Mas um retorno aos níveis normais de atividade não ocorrerá por pelo menos mais alguns dias.

Agence France Presse

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