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Petróleo fecha estável com expectativas mistas do mercado

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Os preços do petróleo fecharam estáveis nesta terça-feira, 7, com os investidores avaliando um aumento menor do que o esperado na produção da Opep+ em novembro, em comparação com sinais de um possível excesso de oferta.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 0,03%, para fechar a US$ 65,45 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos (WTI) subiu 0,06%, para US$ 61,73 por barril.

Ambos os contratos fecharam em alta de mais de 1% na sessão anterior, depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, mais a Rússia e alguns produtores menores, conhecidos como Opep+, decidiram aumentar a produção coletiva de petróleo em 137 mil barris por dia a partir de novembro.

A medida contrastou com as expectativas do mercado de um aumento mais agressivo, um sinal de que o grupo continua cauteloso, tendo em vista as previsões de um excedente de oferta global no quarto trimestre e no próximo ano, disseram analistas do ING.

O sentimento do mercado permanece moderado, especialmente depois que a Arábia Saudita optou por manter inalterado o preço oficial de venda de seu principal petróleo para a Ásia, desafiando as expectativas dos analistas de um aumento, disse o analista da StoneX, Alex Hodes, em nota, nesta terça-feira.

Do lado da demanda, o consumo de combustível da Índia aumentou 7% em relação ao ano anterior em setembro, de acordo com dados da Célula de Planejamento e Análise de Petróleo do Ministério do Petróleo do país.

Do lado da oferta, espera-se que a produção de petróleo dos Estados Unidos atinja um recorde maior de 13,53 milhões de bpd este ano, acima de uma previsão anterior de recorde de 13,44 milhões de bpd, informou a Administração de Informações sobre Energia nesta terça-feira.

Espera-se também que os estoques globais de petróleo aumentem no próximo ano, já que os países não pertencentes à Opep+ lideram o crescimento da produção de petróleo, de acordo com a AIE, exercendo uma pressão significativa de queda sobre os preços das commodities nos próximos meses.

Reuters| Georgina McCartney
Com reportagem de Enes Tunagur, Robert Harvey, Anjana Anil e Siyi Liu

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