Home Últimas Notícias Preços do açúcar continuam mais altos com cobertura a descoberto
Últimas Notícias

Preços do açúcar continuam mais altos com cobertura a descoberto

(Imagem criada por IA)
Compartilhar

Os preços do açúcar voltaram a subir nesta segunda-feira (3), alcançando o maior patamar em uma semana, impulsionados por um movimento de realização de lucros e recompras de posições vendidas após as fortes quedas registradas na semana anterior.

A valorização de 0,35% do real frente ao dólar também contribuiu para sustentar as cotações, ao reduzir o incentivo para que os produtores brasileiros exportem açúcar, já que a moeda mais forte encarece as vendas externas.

Na quinta-feira passada, o açúcar em Nova York atingiu a mínima dos últimos cinco anos, enquanto o contrato negociado em Londres recuou ao menor nível em quase 4 anos e 9 meses. O movimento de baixa foi provocado principalmente pelo aumento da produção no Brasil e pelas previsões de superávit global de oferta.

De acordo com projeção divulgada pela Datagro em 21 de outubro, a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil deve crescer 3,9% na safra 2026/27, alcançando um recorde de 44 milhões de toneladas.

Outras consultorias também apontam excesso de oferta mundial. O BMI Group estimou, em 13 de outubro, um superávit global de 10,5 milhões de toneladas de açúcar para 2025/26, enquanto a Covrig Analytics projeta um excedente menor, de 4,1 milhões de toneladas no mesmo período.

Os números da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) confirmam o aumento da oferta no Brasil: na primeira quinzena de outubro, a produção de açúcar no Centro-Sul somou 2,484 milhões de toneladas, um crescimento de 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O mix de produção também mostra foco maior no açúcar: 48,24% da cana processada pelas usinas foi destinada à fabricação do adoçante, ante 47,33% no mesmo intervalo de 2024. No acumulado até a metade de outubro da safra 2025/26, a produção total de açúcar do Centro-Sul atingiu 36,016 milhões de toneladas, avanço de 0,9% na comparação anual.

O movimento de recuperação dos preços, porém, ainda encontra resistência diante do cenário de ampla oferta global e da colheita acelerada no Brasil, fatores que devem continuar pressionando o mercado nas próximas semanas.

Compartilhar

Episódio 25: Bioenergia sem limites: o futuro da cana além do açúcar e do etanol

Episódio 24: A irrigação será indispensável para o futuro da cana-de-açúcar?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas NotíciasOpinião

Quem deve liderar a transformação da gestão agrícola de uma usina?

Nos últimos anos, o setor sucroenergético passou a operar em um ambiente...

Últimas Notícias

Frota pesada: biometano une potencial energético à baixa emissão de carbono na operação

Com painéis dedicados ao tema, FenaBio conecta conteúdo técnico, inovação e negócios...

açucar
Últimas Notícias

Chuvas impulsionam recuperação pontual dos preços do açúcar cristal em São Paulo, diz Cepea

Apesar da reação no início de julho, média semanal do açúcar recuou...

Últimas Notícias

Preços do etanol acumulam queda de mais de 12% no primeiro trimestre da safra 2026/27, aponta Cepea

Maior oferta de etanol de cana e de milho pressionou as cotações...