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85% dos participantes de programa de direitos humanos na cadeia da cana afirmam que fortaleceram a implementação de processos

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Iniciativa é liderada pela Proforest e Imaflora com apoio e financiamento do Fundo de Impacto da Bonsucro, Nestlé, General Mills, ASR, Hershey e Barry Callebaut

O programa “Direitos Humanos em Foco”, desenvolvido em parceria pela Proforest e Imaflora, concluiu seu primeiro triênio com a apresentação de resultados durante o webinar “Devida Diligência em Direitos Humanos (DDHH) na cadeia da cana – do compromisso à prática”, realizado neste mês. O evento reuniu cerca de 50 representantes de organizações da sociedade civil, empresas, usinas, academia e outros atores relevantes.

Entre os impactos positivos do programa, segundo avaliação dos participantes, 85% afirmam que conseguiram fortalecer a construção de uma base de implementação de processos para fortalecer o respeito aos direitos humanos; 90% disseram ter aprendido novas ferramentas para lidar com riscos em direitos humanos; 89% se mostraram mais confiantes para colocar a devida diligência em prática; e 90% demonstraram comprometimento em implementar os planos de ação construídos coletivamente.

Do lado das usinas, 100% passaram a incluir cláusulas contratuais com fornecedores que reforçam o respeito e o compromisso com direitos humanos. Além disso, houve fortalecimento dos espaços colaborativos e interativos entre as usinas e partes interessadas, por meio de metodologias participativas para identificar causas raiz dos riscos e integrar essas análises aos processos internos das empresas.

Foi apresentado durante o webinar o guia prático para a implementação da devida diligência em direitos humanos e práticas responsáveis por empresas do setor sucroenergético, incluindo ferramentas de apoio e um curso online de capacitação. Esses materiais e metodologias visam fortalecer a capacidade de empresas em identificar, prevenir e mitigar riscos em direitos humanos em suas cadeias produtivas.

Uma das atividades-chave foi a implementação direta da metodologia com três usinas – a paulista São João e as pernambucanas Petribu e COAF –, que demonstrou alta eficácia na sensibilização e capacitação. O trabalho incluiu a publicação de um guia prático, seis módulos de treinamento online e, principalmente, a realização de seis oficinas presenciais que englobaram diversos setores das usinas.

Após a divulgação do guia prático, foram desenvolvidas as seguintes atividades práticas no setor:

  • publicação de seis módulos de treinamentos online;
  • quatro ferramentas acessíveis,
  • implementação de seis oficinas presenciais com multiatores que reuniram 127 participantes, incluindo: usinas de São Paulo e Pernambuco, sindicatos, fornecedores, prefeituras, representantes de comunidades, ONGs e universidade.

Além disso, foi realizado apoio periódico às usinas no desenvolvimento de suas atividades em direitos humanos. Esse trabalho colaborativo permitiu a identificação e priorização de riscos em direitos humanos, suas causas raiz e a elaboração de planos de ação concretos para enfrentá-los, promovendo ações colaborativas para lidar com desafios sistêmicos.

Segundo Eduardo Trevisan, diretor ESG e certificações do Imaflora, o webinar teve como objetivo compartilhar experiências concretas e aprendizados das usinas e empresas envolvidas no programa Direitos Humanos em Foco. “Além disso, ao longo do programa debatemos caminhos para ampliar o impacto e consolidar práticas responsáveis no setor da cana-de-açúcar, com o envolvimento de diversas partes interessadas, como fornecedores de cana, poder público e sindicatos”.

O evento também buscou aprofundar a compreensão sobre os desafios enfrentados na implementação da devida diligência em direitos humanos e os impactos observados a curto e médio prazo, com foco nos efeitos positivos às pessoas.

Para Isabella Freire, diretora executiva da América Latina da Proforest, o sucesso do programa está em abordar os conceitos de direitos humanos a partir dos contextos e atores locais. “Precisamos olhar de forma coletiva e unir esforços, ampliando a participação das usinas e encarando os riscos com maturidade e método.”

As usinas participantes expressaram satisfação e desejo de melhoria contínua, com foco na cultura organizacional, aprimoramento dos mecanismos de denúncia e implementação de ferramentas mais participativas com seus fornecedores e prestadores de serviço.

De acordo com Fabiana Pierre, especialista em Direitos Humanos da Proforest e líder do programa, os próximos passos envolvem dar continuidade ao apoio às usinas na implementação dos planos de ação e engajar novas usinas participantes. “Vamos escalar o impacto, aprofundando o apoio às usinas e engajando novos participantes. Os resultados do programa já provaram que a transformação é não só possível, como altamente eficaz, superando as barreiras de tempo ou recursos. Nosso compromisso é continuar de forma colaborativa, com uma visão integrada que conecta clima, natureza e direitos humanos, fortalecendo as parcerias existentes e buscando ativamente o engajamento com novos atores estratégicos.”

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