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Produtora brasileira de etanol e DDG vai instalar sistema para capturar CO2

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Além de reduzir emissões de CO2, a FS Bioenergia, produtora brasileira de etanol, bioenergia e DDG, está implementando um sistema para se tornar a primeira biorrefinaria a ter carbono negativo.

A FS, que fabrica etanol, DDG e bioenergia exclusivamente a partir do milho, está incorporando um sistema de Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono (BECCS).

O sistema permitirá que a companhia não apenas reduza suas emissões de CO2, mas também remova CO2 do meio ambiente. Com um investimento de R$ 250 milhões, a FS pretende capturar, comprimir, desidratar e transportar o CO2 para armazenagem permanente em local subterrâneo.

Para o projeto, a companhia contratou estudos geológicos e sísmicos para definir qual será a localização exata da injeção de carbono na planta no Mato Grosso.

O sistema BECCS será instalado na planta da empresa Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso. O local de injeção de carbono estará localizado em um raio de 5km da usina e vai ser definido de acordo com estudos geológicos e geofísicos, e será monitorado durante seu uso.

Em entrevista ao Estadão, Rafael Abud, presidente da companhia, afirma que a primeira etapa de viabilidade determinou que a condição geológica da região da planta é boa. Segundo ele, agora serão feitos estudos sísmicos para garantir a viabilidade do local, para avançar na construção do projeto de carbono na usina.

A adoção do sistema BECCS faz parte de um conjunto de ações estabelecidas pelo FS em relação à adesão aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, em consonância com o Acordo de Paris.

Entre as seis metas estão a redução das emissões de CO2 por meio de um sistema de captura e armazenamento de carbono; e a promoção da melhoria contínua e da transparência nos processos de governança, visando a obtenção da classificação máxima ESG junto às principais agências do segmento.

Uso de C02 para produção de proteínas

Em todo o mundo, existem poucos projetos comerciais usando o sistema BECCS. A empresa Drax Group, com sede no Reino Unido, anunciou no ano passado sua ambição de ser carbono negativo até 2030, aproveitando o modelo BECCS, e tem trabalhado com a empresa de biotecnologia Deep Branch para explorar a viabilidade de usar suas emissões de C02 para produzir proteínas para rações animais sustentáveis produtos.

Segundo a Deep Branch, seu processo de uso de CO2 para produção de proteína utiliza diretamente CO₂ limpo e hidrogênio para gerar Proton, uma proteína de célula única (SCP) otimizada para nutrição animal.

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