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Dados preliminares apurados pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) para junho, considerando uma amostra comum de 60 usinas sucroenergéticas, registraram que a produtividade dos canaviais foi de 80,9 toneladas por hectare, ante 90,9 toneladas observadas no mesmo período na safra 2020/2021.

De acordo com a Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar), a queda de 11% no rendimento agrícola. “Estimamos que a área colhida até o momento supera em 2,5% aquela registrada no mesmo período da safra passada. Portanto, a despeito da retração de 8,45% observada na moagem, a safra 2021/2022 está avançada no Centro-Sul”, afirma afirma Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica.

Ainda de acorco com ele, a quebra acumulada na produtividade até junho (-10,5%) tem se traduzido em recuo de oferta de alguns produtos.

A qualidade da matéria-prima processada na segunda quinzena de junho, mensurada a partir da concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), aumentou 0,83%, atingindo 141,81 kg por tonelada de cana-de-açúcar em 2021, contra 140,64 kg verificados na mesma quinzena do último ano.

No acumulado desde o início da safra até 1º de julho, o indicador de concentração de açúcares assinala 132,91 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, aumento de 1,39% em relação ao valor da safra 2020/2021.

“O clima seco tem prejudicado severamente a produtividade da cana-de-açúcar colhida, mas por outro lado essa condição estimulou a concentração de açúcares na planta”, analisa o diretor técnico da Unica.

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