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A quarta estimativa de fixação de preços do açúcar destinado à exportação das usinas correspondentes à safra 2022/23 mostra que as usinas sucroenergéticas desaceleraram o movimento de fixação de preço, provavelmente preocupadas com a disponibilidade de açúcar para as próximas safras, que pode provocar novas altas em dólar e, possivelmente, refletindo acerca das fixações da safra corrente, cujos valores médios obtidos estão bem abaixo dos valores de mercado.

De acordo com análise da Archer Consulting, com base no seu modelo, o volume fixado estimado até dia 30 de junho de 2021 era de 5,856 milhões de toneladas de açúcar apreçadas para o período.

No mês de junho, refletindo a desaceleração nas fixações, as usinas fizeram hedge de pouco mais de 530 mil de toneladas de açúcar, o menor volume desde fevereiro. Ao longo do mês de junho, as usinas conseguiram fixar na média de R$ 1,907 por tonelada FOB, o menor preço desde fevereiro.

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“É uma queda de R$ 70 por tonelada em relação às fixações obtidas em abril. Isso demonstra que a nossa recomendação de continuar fixando preços, ainda que vinculado à compra de uma call (opção de compra) out-of-the-money (opções fora-do-dinheiro) tem sido a melhor política”, afirma Arnaldo Luiz Correa, sócio-diretor da Archer.

O preço médio apurado acumulado no período de outubro/20 até junho/21 registra US$ 14,33 centavos de dólar por libra-peso, sem considerar o prêmio de polarização. O valor médio da fixação é de R$ 1,822 por tonelada FOB Santos, equivalentes a R$ 0,7933 por libra-peso, ambas já incluindo o prêmio de polarização.

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