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Programa de qualificação de produtores para manejo seguro de defensivos agrícolas deve chegar à Índia

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Iniciativa que mira reduzir déficit de mão de obra treinada para emprego de defensivos agrícolas ou agroquímicos será destaque no país asiático, esta semana, durante encontro internacional com ênfase na proteção de cultivos

Com mais de 75 mil agricultores beneficiados no Brasil, acima de 1 000 municípios cobertos (1 milhão de km percorridos), quase 4 mil treinamentos e investimento de R$ 2 milhões anuais, o programa Aplique Bem poderá chegar à Índia em 2024.

O país asiático saberá mais desse modelo de ação, amplamente difundido e premiado no Brasil, no período de 13 e 17 de março, quando Nova Delhi sediará o 15º Congresso Internacional de Proteção de Plantas, evento paralelo ao “IUPAC” 2023, sobre química na agricultura.

Em seu 16º ano de atividades, o Aplique Bem tem por objetivo qualificar pequenos e médios produtores ao manejo seguro de agroquímicos ou defensivos agrícolas. São pilares centrais do programa a proteção de cultivos, do meio ambiente e do trabalho rural. Sem gerar nenhum gasto ao agricultor, o Aplique Bem movimenta, o ano todo, uma equipe de agrônomos e uma frota de laboratórios móveis rumo a pequenas e médias propriedades brasileiras.

O programa teve origem numa parceria-público privada concebida pelo Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, localizado na cidade de Jundiaí. “Nasceu de uma conexão de propósitos entre o CEA-IAC e a companhia UPL”, resume Hamilton Ramos, pesquisador do IAC e um especialista de renome mundial em agroquímicos e defensivos biológicos.

“O foco é reduzir o déficit de mão de obra qualificada no campo. Dados oficiais mostram que mais de 60% dos aplicadores de agroquímicos brasileiros jamais receberam treinamentos ou capacitação para essa atividade”, reforça Ramos.

No Brasil, complementa Ramos, dados do IBGE dão conta de que entre 25 milhões e 30 milhões de pessoas trabalham no agronegócio. Destes, diz o pesquisador, em torno de 5 milhões seriam analfabetos, ao passo que outros 12 milhões atuariam como trabalhadores temporários. “Além disso, sabemos que 85% dos trabalhadores rurais se concentram nas pequenas propriedades. O programa está ancorado nesse cenário”, justifica.

 Oito países e mudança de comportamento

Ramos adianta que a UPL, companhia de desenvolvimento e comercialização de agroquímicos, além de defensivos biológicos, patrocina o Aplique Bem sem vinculá-lo a operações de vendas ou marcas de produtos.

“Os distribuidores da UPL são aliados isentos. Eles identificam produtores que necessitam orientação. Funcionam como a referência geográfica para os ‘Tech Móveis’ (laboratórios móveis) e os agrônomos que se deslocam no Brasil o ano todo.”

Embora o programa tenha se expandido e consolidado no Brasil, diz Ramos, o IAC e a UPL já o levaram a mais sete países nos últimos anos: Burkina Faso, Costa do Marfim, Colômbia, Mali, México e Vietnã. “A expectativa é a de que, a exemplo do Brasil, Aplique Bem torne-se um programa permanente na Índia, onde são produzidos arroz, amendoim, cana-de-açúcar, legumes, algodão e grãos, culturas que demandam insumos protetivos em suporte à produtividade.”

Conforme Ramos, para o CEA-IAC e a UPL, tão ou mais importante do que o número de agricultores e aplicadores beneficiados pelo Aplique Bem, é a mudança de comportamento que o programa introduz nas pequenas e médias propriedades. “No Brasil, a compra e a aplicação de agroquímicos beiram 60% dos custos de uma safra. Com o Aplique Bem posto em prática, esse dispêndio pode cair pela metade, isso sem contar ganhos ambientais e de saúde ocupacional.”

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