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Queda do consumo e importação nos EUA faz preços do açúcar caírem nas bolsas internacionais

Açúcar: até final de abril 19,2 milhões de t já estavam fixadas
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A projeção de uma possível queda do consumo e importações de açúcar nos Estados Unidos, aliado à depreciação do real perante o dólar fez com que os preços do açúcar fechassem pelo segundo dia em baixa nas bolsas internacionais.

Na ICE, de Nova York, o açúcar bruto foi negociado nesta terça-feira (9), no vencimento maio/21, a 15,90 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 30 pontos no comparativo com os preços praticados na véspera. Já a tela para julho/21 recuou 27 pontos, negociada em 15,44 cts/lb. Os demais contratos recuaram entre 25 e 31 pontos.

Segundo analistas ouvidos pela Reuters, “o açúcar segue pressionado pela desvalorização do real, o que tende a desencadear vendas pelos exportadores no Brasil, já que eleva os retornos nos termos de moeda local. A moeda brasileira se estabilizou nesta terça-feira, após atingir o maior nível frente ao dólar desde maio de 2020, com os mercados reagindo negativamente ao noticiário político”.

Ainda segundo a Reuters, operadores disseram que o açúcar segue operando em intervalos limitados e não deve entrar em colapso por causa da fraqueza do real, já que as preocupações com a oferta apertada no curto prazo persistem.

Açúcar branco

Em Londres, o açúcar branco também fechou em baixa em todos os lotes. No vencimento maio/21, a commodity foi negociada em US$ 452,70 a tonelada, queda de 7,30 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela para agosto/21 recuou 5,40 dólares, negociada em US$ 439,20 a tonelada. Os demais lotes se desvalorizaram entre 5,80 e 6,40 dólares.

Mercado doméstico

No mercado interno o açúcar cristal fechou a terça-feira valorizado pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. Ontem, a saca de 50 quilos foi negociada em R$ 108,37, contra R$ 107,20 da véspera, valorização de 1,09% no comparativo entre os dias.

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