Home Últimas Notícias RenovaBio evita ‘um Sudeste’ em emissões de CO2, diz estudo
Últimas Notícias

RenovaBio evita ‘um Sudeste’ em emissões de CO2, diz estudo

Renovabio
Compartilhar

Pesquisa mostra que veto do programa ao uso de áreas desmatadas para a produção de biocombustíveis impede liberação de gás carbônico na atmosfera

O modelo adotado na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) deve ajudar o Brasil a impedir a emissão de até 428 milhões de toneladas de carbono equivalente na atmosfera, segundo estudo da IEA Bioenergy, organização ligada à Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), ao qual o Valor teve acesso. A consultoria Agroicone coordenou o trabalho.

O estudo considerou cenários com e sem o critério do RenovaBio que trata da conversão de vegetação nativa. O programa aceita apenas biocombustíveis feitos com matérias-primas que não tenham saído de áreas de mata nativa convertidas para produção rural depois de 2018.

“Fizemos um cenário de aumento de produção de bioenergia com e sem esse critério. A comparação gerou o volume de redução de emissões”, explica Marcelo Moreira, sócio da Agroicone.

Agora temos uma documentação internacionalmente reconhecida, que nos permite falar ‘no Brasil, funciona dessa forma e, de fato, isso contribui para uma solução sustentável de transição energética’
— Marcelo Moreira, sócio da Agroicone

Os resultados mostraram que, entre 2020 e 2030, aplicando-se a regra de veto ao uso de áreas para a produção de biocombustíveis desmatadas depois de 2028, o RenovaBio poderá evitar a emissão de algo entre 218 milhões e 428 milhões de toneladas de carbono equivalente.

“Um Sudeste” a menos em emissões

Para efeito de comparação, o teto da estimativa equivale a todo o volume que os quatro Estados do Sudeste emitem em um ano. Em 2023, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo lançaram na atmosfera, somados, 422,1 milhões de toneladas de carbono equivalente, de acordo com o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), iniciativa do Observatório do Clima.

Moreira ressalta que, quando há desmatamento para a produção de matérias-primas de biocombustíveis, o estoque de carbono que vai para a atmosfera nesse processo pode ser tão nocivo quanto a poluição de um combustível fóssil. É por isso que o RenovaBio veta desmatamento para a produção de biocombustíveis.

O programa exige ainda que os participantes estejam em conformidade com o Código Florestal, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e obedeçam às normas de zoneamento agroecológico. Sofia Arantes, pesquisadora da Agroicone, afirma que um dos objetivos do estudo era fazer uma análise qualitativa da eficácia do programa.

Membros da IEA Bioenergy e do programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen) fizeram revisão técnica do estudo, além de Angelo Gurgel, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Os autores apresentaram os resultados iniciais para Marlon Arraes, diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia. Na avaliação da Agroicone, isso foi importante para balizar a robustez do programa RenovaBio.

Com informações do Globo Rural / Nayara Figueiredo
Compartilhar

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
AgrícolaÚltimas Notícias

Entre extremos climáticos, irrigação redefine a estratégia produtiva da Fazenda Guarita

Localizada em uma região marcada por forte variação climática, a Fazenda Guarita...

AgrícolaDestaqueÚltimas Notícias

Cerradinho Bioenergia mantém renovação em 10% e avança em eficiência no plantio de cana

Companhia prevê plantio de 6,2 mil hectares na safra 2026/27, com redução...

DestaqueOpiniãoPopularÚltimas Notícias

Especial RH: O bom ambiente de trabalho

O que é, afinal, um bom ambiente de trabalho?   por Renato Fazzolari...

Últimas Notícias

Safra 2025/2026 da Usina Caeté – Unidade Marituba é encerrada com recordes e alta eficiência

Resultados expressivos marcam ciclo produtivo mesmo diante de desafios climáticos A Usina...