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Dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para o mês de julho, considerando uma amostra comum de 68 unidades, registraram produtividade de 73,7 toneladas por hectare colhido no mês ante 89,8 t observadas no mesmo período na safra 2020/2021 – queda de 17,9% no rendimento agrícola.

No acumulado do ciclo 2021/22 a retração do indicador é de 12,5%, com uma variação de 86,5 t/ha para 75,7 t/ha na safra atual. Como resultado, a área de colheita até o final de julho atingiu 4,02 milhões de hectares, registrando incremento de 5,4% em relação a área colhida até julho de 2020.

A respeito da qualidade da matéria-prima na 2ª quinzena de julho, mensurada a partir da concentração de açúcares totais recuperáveis na cana-de-açúcar, o indicador registrou o valor de 146,86 kg de ATR por tonelada, retração de 0,9% em relação aos 148,15 observados no ciclo passado.

No acumulado desde o início da safra até 01 de agosto, o indicador de concentração de açúcares assinala 136,73 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, com aumento de 1,07% em relação ao valor da safra 2020/2021.

Segundo Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da UNICA, tanto a produtividade da lavoura, quanto a qualidade da matéria-prima cultivada, sofreram com as geadas observadas nas últimas semanas na região Centro-Sul.

“A necessidade de colher as áreas atingidas pela geada exigiu alterações significativas no cronograma de colheita em várias unidades produtoras, com impacto estimado na produtividade de julho de superior a 5 toneladas por hectares e piora da qualidade da cana-de-açúcar processada no mês”, acrescentou o executivo.

Nas próximas quinzenas, de acordo com a Unica, as evidências serão mais claras sobre o impacto da geada na lavoura a ser colhida.

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