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A Toyota, primeira montadora a lançar um carro híbrido flex (gasolina, etanol e eletricidade), quer aproveitar mais o etanol. O desafio da companhia é produzir anualmente 10 milhões de carros, desenvolvendo uma opção mais limpa e mais barata para o Brasil.

Em entrevista à Folha de São Paulo, Masahiro Inoue, presidente da montadora para a América Latina e Caribe, disse que a companhia tem como metas zerar o CO2 no ciclo de vida dos automóveis, reduzir o uso de água nos processos, estabelecer um ecossistema de economia circular e investir no futuro verde.

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Ainda de acordo com Inoue, a  Toyota, hoje líder de mercado no segmento de carros híbridos, considera que o modelo é a melhor tecnologia no momento.

“Há a preocupação com a recarga, questão que pode estar resolvida na Califórnia ou na cidade de Xangai. Em países como o Brasil, entretanto, ainda não é possível ter uma estrutura ampla de carregamento das baterias. Por isso a aposta no híbrido flex para o mercado brasileiro”, afirmou à Folha.

Ainda de acordo com ele, o Brasil, que adotou o etanol há 40 anos, é praticamente carbono neutro. “Temos que aproveitar a tecnologia que já existe no país, não adianta investir muito dinheiro para produzir baterias”, afirmou.

Etanol no mundo

Sobre o Brasil se tornar um polo de produção de etanol para o mundo, o presidente da Toyota para América Latina, disse que vê chances para o Brasil.

“Essa questão não é fácil de responder. No passado, os governos brasileiro e japonês se aproximaram, mas o Japão não produz cana-de-açúcar. A Índia está muito interessada nessa tecnologia, mas não tem estrutura e está tentando importar, portanto há chances para o Brasil”, disse à Folha.

Apesar das críticas, a Toyota também oferece modelos 100% elétricos, incluindo o veículo autônomo que estará na Vila Olímpica de Tóquio, nas Olimpíadas. O modelo e-Palette funcionará 100% bateria e está pronto.

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