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A Unica afirmou, nesta sexta-feira (14), que é falsa a informação de que existe restrição de oferta de etanol no mercado doméstico. Os dados de produção e estoque de etanol são apurados e disponibilizados, de forma pública e gratuita, periodicamente pelo Ministério de Minas e Energia (MME), pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Segundo a entidade, o Brasil, para fins de segurança energética, possui um Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Etanol (CMAE), sob coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME), onde essas informações são periodicamente discutidas pelos agentes públicos e privados.

O CMAE foi instituído pela Resolução CNPE nº 14/2017 e, entre outros aspectos, visa acompanhar o balanço de oferta e demanda de etanol e gasolina. A última reunião do Comitê foi realizada há uma semana (06 de maio de 2021) e evidenciou a disponibilidade de etanol anidro para o pleno atendimento do consumo doméstico.

A safra na Região Centro-Sul, responsável por mais de 90% da produção, começou oficialmente em abril, e a oferta de etanol anidro, inclusive, deverá apresentar crescimento constante nas próximas semanas. Ademais, pelo menos 80% da oferta necessária para o suprimento do biocombustível ao longo dos doze meses de safra já está contratada pelos distribuidores.

A presença de etanol anidro como oxigenante da gasolina traz benefícios econômicos, técnicos e ambientais em relação aos combustíveis fósseis. “O etanol permite um melhor aproveitamento da capacidade de refino interno, reduz a necessidade de importação de combustíveis e proporciona redução de 15% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação à gasolina pura”, explica em nota a Unica.

A experiência brasileira de utilização do etanol, puro ou misturado à gasolina, é referência mundial, tanto que países como Reino Unido, Índia, Suécia e Colômbia anunciaram recentemente o incremento da utilização do biocombustível para fins de descarbonização de suas matrizes de transporte.

“Nesse cenário, é estarrecedor que interesses retrógrados e ambientalmente indefensáveis visem prejudicar a imagem do Brasil no exterior, com uma medida que faria aumentar as nossas emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global”, diz a entidade.

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