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Usina Uberaba comemora recorde de produção com 3,2 milhões de toneladas de cana

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Diferente de muitas usinas sucroenergéticas que sofreram com a quebra da safra de cana-de-açúcar devido à forte seca e geada, a Usina Uberaba está comemorando o alcance da meta de moagem de 3,2 milhões de toneladas, acima da estimativa prevista.

De acordo pelo diretor da Usina Uberaba, Marco Balbo, o que permitiu isso foi o microambiente em que a usina está inserida e o cuidado com a cana-de-açúcar da unidade, que tem proporcionado recordes de produtividade.

“A moagem de 3,2 milhões de toneladas de cana já era uma meta perseguida há alguns anos. Realmente, a Usina Uberaba está um microambiente diferenciado e terminamos uma safra acima da estimativa, enquanto praticamente várias unidades fecharam este ano abaixo do estimado”, disse o diretor da Usina Uberaba em entrevista ao Siamig.

Ainda de acordo com ele as perspectivas são boas para a próxima safra, que deve ser semelhante a safra 2021/22, no entanto, com novos projetos para bioenergia e fábrica de levedura.

Alta Produtividade

A meta de produtividade da cana também já foi alcançada, de acordo com Balbo. A Usina Uberaba, que tinha média de 108 t/ha, tem conseguido atingir 119 t/ha. “É muito acima da expectativa. Trabalhamos muito para conseguir esses números, com um investimento grande em tecnologia, tratos culturas, insumos, manejo de pragas. Essa é nossa filosofia e assim vamos continuar”, destaca Balbo.

Com uma produtividade dos sonhos para muitos, fruto do investimento nos canaviais ao longo dos últimos anos, a companhia agora foca na indústria. “A extração está bem-preparada, a caldeira, agora estamos investindo na geração de energia elétrica, com geradores, instalação de linhas de transmissão e depois construiremos uma fábrica de levedura, processo que já é dominado pelo grupo”, revelou Balbo.

Cogeração

Uma das metas para até 2024 é comercializar energia no mercado, gerando 50 MWh de energia elétrica para exportar 40 MWh. A Cemig já indicou o ponto de conexão para e os procedimentos estão caminhando bem, de acordo com Balbo.

“Mas o mais importante é cuidar da cana, o açúcar, o etanol são “produzidos” no campo, na melhoria cada vez mais da cultura”, adicion o diretor da Usina Uberaba.

Um dos maiores desafios para a safra 2022/23 serão os custos, que subiram bastante.

“Hoje o setor está num momento bom de preço, mas amanhã pode cair e o custo não irá cair, ele tem uma tendência a se manter. Então, as empresas sempre têm que procurar a produtividade e aí vai suplantar os desafios: começa desde a escolha da variedade, solo, plantio, qualidade da colheita da cana, transporte, agora temos o rodotrem de 11 eixos, que já é uma conquista, e estamos otimistas para os próximos anos”, conclui o diretor da Usina Uberaba.

Com informações da SIAMIG (Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais)

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

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