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INTL FCStone projeta novo déficit global de açúcar para a safra 2017/18

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Apesar do ritmo mais rápido de aumento na produção na safra 2017/18, o mercado de açúcar deve continuar em déficit, estimado em 462 mil toneladas pela consultoria INTL FCStone. Com isso, os estoques globais do adoçante devem cair para 63,1 milhões de toneladas no final da safra 2017/18, o menor nível desde a safra 2011/12. A relação estoques/uso, por sua vez, deve cair para 33,8%, a menor desde o ciclo 2010/11, quando o preço do contrato contínuo na ICE/NY registrou média de US¢28/lb.

Novamente, o principal determinante deve ser a Índia. Com aumento da área plantada em Maharashtra e Karnataka, somado àperspectiva de monções mais próximas à média histórica, a consultoria espera incremento significativo na produção do país. Na Tailândia também espera-se que parte da queda observada nos últimos anos seja revertida no próximo ciclo, principalmente considerando que, ao contrário do que ocorreu na Índia, a área plantada no país continuou crescendo de maneira contínua. Nos dois casos, entretanto, a recuperação ainda depende de bons resultados para a temporada chuvosa.

Outro player que será crucial para a continuidade no aumento da produção global é a Europa. O bloco passará por liberalização do mercado de açúcar, o que significará o fim das cotas de produção e exportação, que hoje limitam a expansão da área plantada em vários países. Com o objetivo de aumentar a exportação, vários grupos açucareiros do continente vêm solicitando que seus produtores de beterraba aumentem significativamente a área plantada, em alguns casos em até 30%.

É duvidoso, entretanto, até que ponto os agricultores responderão a este chamado, já que a política de preço mínimo para a beterraba será abolida e muitas usinas vêm oferecendo preço de compra inferior ao observado nos anos anteriores. Além disso, a safra do continente está sujeita a muitos riscos climáticos, sendo que alguns produtores já têm indicado preocupação com a baixa umidade dos solos. Mesmo diante destes riscos, a INTL FCStone espera que a produção do bloco aumente em mais de 15%, uma vez que muitas usinas são competitivas para a exportação considerando o nível atual de preços.

A projeção para a produção global na safra 2017/18 está em 186,3 milhões de toneladas, 5,6% acima da safra corrente. “O ritmo de crescimento da demanda, por sua vez, deve continuar caindo, uma vez que os maiores preços internacionais tendem a impactar o consumo nos países emergentes e o consumo per capita na maioria dos países desenvolvidos vem apresentando trajetória estável ou decrescente”, avaliou a INTL FCStone em relatório. A demanda mundial foi estimada em 186,8 milhões de toneladas, apenas 1% superior a 2016/17. 

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Campanha reforça ações integradas com foco em segurança, meio ambiente e eficiência operacional A Raízen anunciou o lançamento de sua estratégia integrada de prevenção e combate a incêndios para a safra 2026/27, diante da aproximação do período seco e da possibilidade de eventos climáticos extremos. A iniciativa, que passa a vigorar a partir de maio, é estruturada por meio da campanha “Quem Ama a Terra, Não Chama o Fogo” e tem como base a integração entre segurança, preservação ambiental e eficiência operacional. A companhia informa que o tema permanece como prioridade para a nova safra, com investimentos direcionados a pessoas, tecnologias e equipamentos. A campanha reúne diversas frentes de atuação coordenadas, incluindo plano de mídia, realização de carreatas e blitz educativas, ações pedagógicas em escolas, iniciativas de relações públicas e reforço da comunicação interna. De acordo com Hamilton Jordão, gerente corporativo de Operações Agrícolas da Raízen, a antecipação do período seco tem exigido intensificação das ações preventivas. Segundo ele, a prevenção de incêndios é tratada como um dos pilares das práticas no campo, com integração entre eficiência operacional e relacionamento com as comunidades do entorno. A estrutura de resposta a incêndios da companhia inclui monitoramento 24 horas com uso de satélites, sensores e softwares de inteligência, além de previsões meteorológicas e treinamentos de brigadas. Para a safra 2026/27, teve início a instalação de câmeras de alta precisão na unidade Barra, que utilizam inteligência artificial para prever e mitigar riscos antes mesmo do surgimento de focos de incêndio. O trabalho preventivo abrange o monitoramento de mais de 430 mil hectares de cana-de-açúcar. Segundo Jordão, a segurança da comunidade e a integridade das operações demandam atuação conjunta entre equipes, parceiros e sociedade, com foco na continuidade e sustentabilidade das atividades. Para a campanha deste ano, a Raízen contará com uma frota de 238 veículos de brigada, sendo 206 caminhões-pipa e 32 Veículos de Intervenção Rápida (VIR), além de um contingente de mais de 600 brigadistas dedicados e cerca de 1.300 colaboradores treinados para suporte. A companhia também atua em parceria com Corpo de Bombeiros, polícias Rodoviária e Ambiental, prefeituras, associações, fornecedores de cana e empresas parceiras, promovendo treinamentos e campanhas educativas com foco na prevenção de incêndios. Como parte das ações de combate, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal voltado ao reporte imediato de ocorrências em canaviais, além da orientação para acionamento do Corpo de Bombeiros pelo número 193. Entre os principais fatores que contribuem para o surgimento e a propagação de incêndios estão o descarte de bitucas de cigarro em estradas, fogueiras, soltura de balões, rituais religiosos em áreas abertas, limpeza de terrenos em regiões próximas a cidades e rodovias, além de incêndios criminosos. Condições climáticas como tempo seco, altas temperaturas e ventos intensos também ampliam o risco de propagação do fogo. Em relação às práticas agrícolas, a empresa destaca que atua em conformidade com o “Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde” e informa que não utiliza o fogo em nenhuma etapa de seus processos. A queima da palha da cana-de-açúcar foi eliminada há anos nas áreas de atuação da companhia, com adoção exclusiva de colheita mecanizada, sem envolvimento com focos de incêndio ou práticas de queimadas em suas operações no campo.

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