Home Sem categoria Importação de etanol dispara 268% em março; alta de 413% no 1º trimestre
Sem categoria

Importação de etanol dispara 268% em março; alta de 413% no 1º trimestre

Compartilhar

A importação de etanol pelo Brasil disparou 268,27% em março na comparação com igual período do ano passado, para 236,66 milhões de kg, ou praticamente 300 milhões de litros, caso seja feita a conversão com base na densidade do produto, de 789 kg por metro cúbico. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que divulga suas tabelas em quilos.

No primeiro trimestre, as compras externas do biocombustível, vindo principalmente dos Estados Unidos, alcançaram 580,18 milhões de kg, aumento de 413,38% e equivalente a 735,33 milhões de litros. A importação de etanol totalizou desembolso de US$ 148,78 milhões em março, avanço de 320,57% ante os US$ 35,37 milhões de um ano atrás.

No acumulado de 2017, o montante atinge US$ 364,27 milhões, frente US$ 63,06 milhões no primeiro trimestre de 2016, aumento de 477,65%. Nas últimas semanas, o tema importação de etanol vem movimentando o setor sucroenergético. Sentindo a queda nos preços domésticos, produtores, em especial os do Nordeste, região que mais importa o biocombustível, pediram à Câmara de Comércio Exterior (Camex) uma taxa de 20% sobre as compras internacionais do produto – atualmente a tarifa é zerada.

Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) solicitou um porcentual menor, de 16%. O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, chegou a dizer, em nota, que "não faz sentido a associação de São Paulo (a Unica) apresentar essa proposta e menos sentido ainda falar em barreiras ambientais quando há quase quatro anos pratica e estimula importações de etanol de baixa qualidade oriundo do milho".

A Unica, por sua vez, também em comunicado, destacou que os 16% são resulta de um cálculo que tem como base o valor necessário para corrigir as externalidades ambientais associadas à emissão de gases do efeito estufa entre etanol importado e o nacional (produzido a partir de cana) e o preço médio do álcool importado nos últimos 12 meses pelo Brasil. O fato é que, dada a importação recorde e o consequente maior volume interno, as cotações do etanol acumularam forte baixa entre janeiro e março, período de entressafra de cana em que geralmente os preços se mantêm firmes.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), o litro do anidro, que é o importado, caiu 14% no trimestre, para R$ 1,6798 – sem impostos e a retirar nas usinas de São Paulo. O preço do hidratado também recuou 14% na entressafra, para R$ 1,48 por litro

(Fonte: Agência Estado)

Compartilhar

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Renovabio
Sem categoria

MME abre consulta pública sobre metas de descarbonização do RenovaBio para 2026-2035

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu nesta quinta-feira (11) a...

MercadoSem categoria

Conab mantém projeção de recorde de produção de grãos em 2024/25

Companhia estima colheita de 322,4 milhões de toneladas, volume 8,2% maior do...

AgrícolaSem categoriaÚltimas Notícias

Monitoramento de produtividade de cana-de-açúcar com o uso do NDVI

A cana-de-açúcar é uma das principais culturas agrícolas do Brasil e de...

Sem categoria

Cbios: Governo pretende transferir regulação de títulos

A responsabilidade sobre a regulação financeira dos Cbios (Créditos de Descarbonização) poderá...