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Ramal do etanolduto de Minas para Goiás não têm previsão de começo

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O Sistema de Logística de Etanol, o Etanolduto, poderá chegar a Goiás apenas em 2020. Essa é a previsão é de conclusão do trecho entre Uberaba (MG) e Itumbiara (GO) pelo Ministério de Minas e Energia (MME), mas é claro , dependendo da recuperação da economia brasileira e de acontecer um novo boom de crescimento do setor sucroenergético.
 
O segundo trecho em território goiano, entre Itumbiara e Quirinópolis (GO), ainda está em estudo de viabilidade. A Logum Logística S.A., a empresa responsável pela construção e operação do sistema, informou em nota, que o projeto está em fase de revisão e que não há possibilidade de determinar datas e, até mesmo, de comentar sobre a continuidade das obras. De acordo com o MME, os empreendedores realizaram novos estudos de viabilidade econômica para a expansão do alcoolduto.
 
Na configuração atual do projeto, segundo o MME, são priorizados os pontos de entrega de etanol ao invés dos pontos de coleta. Ainda estão previstas a maximização da infraestrutura existente após Paulínia (SP), para facilitar o escoamento do etanol transportado pelo alcooduto até este terminal. Além do aumento da capacidade operacional nos dutos da Petrobras e Guarulhos-São Caetano do Sul-São José dos Campos. O MME explica que a nova configuração do projeto indica a construção de um duto entre Suzano (SP) a Santos (SP).
 
 
Em funcionamento
 
Já estão em funcionamento dois trechos do Etanolduto, destinados a escoar a produção de etanol combustível das áreas de expansão de cana-de-açúcar em Minas Gerais, Goiás e São Paulo para o centro metropolitano de São Paulo e o Porto de Santos.
 
O primeiro trecho do etanolduto, que interliga as cidades de Ribeirão Preto (SP) e Paulínia (SP), foi concluído no primeiro semestre de 2013, tendo iniciado sua operação em agosto do mesmo ano.
 
Já o segundo trecho, que conecta as cidades de Ribeirão Preto (SP) e Uberaba (MG), incluindo os terminais de ambos os municípios, entrou em operação em 1º de abril de 2015.
 
O sistema – dutos e terminais – atualmente tem a capacidade de seis milhões de m³/ano de etanol, mas em finalizou o ano de 2015 com um giro mensal de 200 a 300 milhões de litros, o que representa certa ociosidade. Mas, a Logum complementa que encerrou o ano passado como a maior transportadora de volume de etanol do país, ultrapassando o volume anual de 2,3 bilhões de litros.
 
O Ministério de Minas e Energia explica que o etanol transportado pelo duto depende, exclusivamente, de contratos firmados pela iniciativa privada, enfim, a Logum. "O governo não tem nenhuma gestão sobre o etanol transportado por este modal", afirmou em nota.
 
O presidente do Fórum Nacional Sucroenergético e presidente-executivo dos Sindicatos da Indústria de Fabricação de Açúcar e de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg/Sifaçúcar), André Rocha afirma a crise do setor sucroenergético e do país são as principais causas do atraso dos dutos.
 
 
Fonte: Canal Jornal da Bioenergia
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