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Toyota testa 1.º carro híbrido movido a etanol

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A Toyota do Brasil iniciou ontem testes de rodagem com o Prius flex, primeiro carro híbrido que pode usar etanol no lugar da gasolina em combinação com o motor elétrico. A ideia é produzir o modelo no País futuramente mas, para isso, a empresa aguarda decisões do governo sobre taxação de impostos para esse tipo de veículo.

A tecnologia inédita foi desenvolvida por engenheiros do Brasil e do Japão nos últimos três anos. O protótipo flex foi feito com a versão do Prius importado do Japão desde 2013, que tem motores a gasolina e elétrico.

“Essa solução é como um casamento no paraíso; juntou a tecnologia híbrida com o melhor combustível”, diz o presidente da Toyota para América Latina e Brasil, Steve St. Angelo. “É o híbrido mais limpo do mundo.”

A Toyota já vendeu 11 milhões de híbridos no mundo, a maioria Prius. No Brasil foram vendidas 2,4 mil unidades em 2017. Segundo o Inmetro, ele faz 18,9 km/l na cidade e 17 km/l na estrada. É o carro mais econômico à venda no País.

O modelo recolhe 4% de Imposto de Importação, 13% de IPI e custa R$ 126,6 mil. O governo tem em mãos projeto que reduz o IPI de híbridos e elétricos para 7%. Assim como a nova política para o setor automotivo (Rota 2030), aguarda aval do presidente Michel Temer, o que pode ocorrer em abril.

“Com incentivos e suporte esse carro pode ser realidade no Brasil”, afirma St. Angelo, que vê possibilidades de o veículo ser exportado em princípio para a América Latina. Segundo ele, a matriz japonesa divulgou ontem o teste do Prius flex “para que o mundo saiba que temos essa tecnologia”.

O carro passou por testes de laboratório e agora vai rodar 1,5 mil km de São Paulo a Brasília. Será conduzido por engenheiros da empresa e estudantes de universidades que têm parceria com a montadora para verificar durabilidade do carro em percursos dessa natureza, comportamento do motor e da transmissão usando só etanol. A intenção da Toyota é que, no mínimo, o carro mantenha a relação entre um carro híbrido comum e um só a combustão, que é de eficiência 50% maior. “Mas pode ser que o ganho seja maior”, diz o diretor Ricardo Bastos.

Apoiam o projeto a União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica) e a Investe São Paulo, ligada ao governo do Estado.

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