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Brasil x China: Questões sobre exportações de açúcar serão resolvidas até o fim do ano, diz embaixador

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O Embaixador da República Popular da China no Brasil, Li Jinzhang afirmou que os problemas de salvaguardas aplicadas às exportações do açúcar brasileiro serão resolvidos até o fim deste ano. “Estamos buscando uma solução racional e assertiva que seja boa para ambos os lados”, disse ao participar Seminário Brasil-China realizado em São Paulo, na última semana.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que durante encontros com responsáveis pela compra de produtos e pelas negociações ministeriais, percebeu que o mercado chinês é muito regulado para proteger os produtores locais. Além do açúcar, o governo chinês também impôs medidas de salvaguarda para a carne de frango brasileira.

“Nós exportávamos US$ 500 milhões, no ano 2000, para aquele país. Neste ano, cerca de US$ 30 bilhões. A China fez uma proteção e nos afastou. Tanto é que estamos propondo um painel na OMC (Organização Mundial do Comércio) para discutir isso. Não achamos justa a atitude. Também, na área de frangos, a China colocou um imposto de 16% a 36%. Na medida em que você ganha mercado na China, precisamos aumentar a produção. Então, esses freios, essas paradas, atrapalham muito os negócios. Cooperativas, produtores, todos ficam muito receosos em investir se, logo ali na frente, vem uma atitude por parte do governo chinês e faz com que os produtores fiquem em dificuldades”.

Outra preocupação, segundo Maggi, é a guerra comercial da China e Estados Unidos. “As empresas chinesas saem do mercado de soja de Chicago. E, com isso, não há movimentação e os preços caem. Saímos de 11 dólares para 8,6, 8.5 dólares. Torço para que logo esse assunto se resolva para que o mercado se regule, que a lei da oferta e da procura passe a valer”.

Como uma das consequências, o preço da ração de soja no Brasil ficou mais caro. Ele observou que “os chineses pagam um prêmio para levar soja brasileira. A soja americana no mercado mundial é mais barata do que a brasileira e o preço da ração dos produtores de aves, de suínos e de bovinos nos Estados Unidos, também fica mais barato. Os EUA são concorrentes em boa parte do mundo, tanto em ração, como em cargas e, também com o farelo e óleo para consumo ou biodiesel. Num primeiro momento parece que a gente ganha, que estamos vendendo soja mais cara. Mas quando a gente faz a conta não chegou no patamar que estava em Chicago quando começou essa confusão comercial”.

Texto extraído do portal Universoagro

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