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Ex-trabalhadores acionam governo para reativar usina

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Ex-funcionários da Usina Catende se reuniram com Estado. Eles sugerem a injeção de R$ 11 milhões.

Quando a Usina Catende, na Mata Sul de Pernambuco, entrou em processo de falência, em 1995, os trabalhadores rurais se uniram e deram vida a ela, sob a forma de cooperativa. Foi assim até que ela fechasse permanentemente em 2011 e os deixasse com 350 mil toneladas de cana sem escoamento. Nessa quinta (24), integrantes do assentamento Miguel Arraes, onde vivem os ex-trabalhadores do local, pediram ajuda ao Governo do Estado para reviver sua produção de cana-de-açúcar.

Na ocasião, o líder do assentamento, Givanildo Marques, apresentou o projeto “Plantar a Terra, Colher Esperanças”, que sugere uma injeção de pouco mais de R$ 11 milhões da Secretaria de Desenvolvimento Agrário na forma de insumos e pagamento de mão-de-obra. E a decisão do Governo em apoiar ou não a causa precisa ser rápida, para o calendário agrícola possa ser aproveitado. O plantio já deve ter início em abril próximo.

“O secretário Dilson Peixoto nos atendeu rapidamente porque sabe como funciona o calendário. Ficamos surpresos positivamente com a escuta dele para as necessidades da nossa região. Além da cana, também há agricultura da família ali, com piscicultura, produção bovina, plantio de mandioca, inhame e banana”, enumerou Marques. O pleito teve início ainda no ano passado, pouco antes das eleições. “Paulo Câmara pediu que esperássemos a nova configuração do Governo e voltássemos”.

Marques explica que a Cooperativa de Agronegócio e Cana de Açúcar (Agrocan) realizou um programa de compra certa para a safra 2018/2019, o que permitiu a produção de 150 mil toneladas de cana-de-açúcar. “Assim, precisamos de apoio para plantar em 3 mil hectares e preparar mais mil, para que sejam novos locais de plantio. Não pedimos dinheiro em espécie, mas em insumos, tratores. Para que possamos produzir cana e comida”, ressalta. Nos piores anos, chegaram a produzir apenas 20 mil toneladas. O projeto envolve diretamente mil famílias. Indiretamente, com distribuição em remuneração de trabalho em plantios, tratos culturais e colheita, beneficia 20 mil pessoas.

O secretário Dilson Peixoto ratificou a antiguidade do pleito e elogiou o projeto. “A pauta deles é focada e já vinha sendo trazida anteriormente. Assumi o compromisso de rapidamente conversar com o governador e trazer uma posição até a próxima sexta-feira. Se não uma resposta definitiva, encontraremos um desenho para atender as prioridades.”

A proposta da Comissão do Assentamento traz como meta tratos culturais de 3 mil hectares de socaria aumentando a produtividade média na safra 2019/2020 para patamares acima de 55 toneladas por hectare. Além disso, produzir mais de 70 mil toneladas de cana, elevando a produção do Assentamento ao patamar de 220 mil toneladas na safra 2020/2021, representando um acréscimo de 46% da produção de cana-de-açúcar em regime familiar. (Folha de Pernambuco)

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