Home Sem categoria Novo selo avaliza modelos agrícolas
Sem categoria

Novo selo avaliza modelos agrícolas

Compartilhar

Mais de mil empresas do agronegócio se inscreveram para obter o Selo Agro+Integridade, criado em dezembro passado pelo Ministério da Agricultura. A seleção foi tão rigorosa que apenas 23 passaram pelo funil e um número ainda menor levará a certificação. Os vencedores serão conhecidos dia 18, quando o novo selo será homologado.

O grande interesse pela certificação deve-se às muitas portas que a premiação abre, como a da exportação. “O mercado internacional olhará de forma diferenciada as companhias certificadas; para elas, o céu será o limite”, diz Claudio Torquato da Silva, chefe de assessoria especial de controle interno do gabinete do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Para disputar a certificação, as empresas tiveram de apresentar documentos comprovando a adoção de programas internos de compliance, código de ética, canais de denúncia, compromissos com sustentabilidade, certidões negativas relativas a dívidas com o poder público, passivos trabalhistas e infrações ambientais, entre outros. “É a primeira vez que um selo setorial é criado na linha do Pro-Ética da Controladoria Geral da União (CGU)”, afirma Silva.

Maior produtora de bioenergia do país e vice-líder na fabricação de etanol, a Atvos é uma das candidatas ao selo. “Capacitamos 11 mil colaboradores de 2007 para cá e investimos R$ 100 milhões nessa etapa. Foram mais de 5 milhões de horas de um treinamento focado em tecnologia de ponta e em desenvolvimento de valores”, diz o presidente Luiz de Mendonça.

O novo selo foi um dos temas de destaque na Conferência Ethos 2018, realizada esta semana em São Paulo. A batalha entre ruralistas e ambientalistas sobre o uso de agrotóxico, travada na Câmara dos Deputados em torno do PL 6299/2002, foi outro. Na ocasião, Fábio Ramos, diretor da Agrosuisse  Ltda, disse que a produção alimentar depende de segurança política, enquanto Marcelo Augusto Boechat Morandi, chefe geral da Embrapa  Meio Ambiente, defendeu o aperfeiçoamento regulatório do projeto de lei. “Agrotóxicos, defensivos ou substâncias químicas são ferramentas que estão dentro do sistema. É importante ter conhecimento e rigor no uso”, diz. Para ele, é necessário harmonizar o modelo de registro com o da União Europeia, Estados Unidos, Canadá e Japão, que são rigorosos.

De acordo com Morandi, além de lento, o registro de um produto leva tempo e não define a validade. “Na Europa o prazo é de 10 anos, nos Estados Unidos, de 15, e no Brasil, o tempo de validade não aparece na atual legislação nem na nova proposta do PL”, diz.

Segundo o agrônomo Ramos, que integra o Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), a entidade quer provocar um debate na sociedade em torno do PL, especialmente acerca do modelo de rastreabilidade aprovado há seis meses. “O selo Sisorg, certificação oficial para produtos orgânicos, fiscaliza o uso de biofertilizantes e garante a saúde do solo ao produto final “, explica.

Eduardo Trevisan, gerente da cadeia de valores do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) defende a definição de uma política de proteção a quem aplica o agrotóxico e o conhecimento técnico para o uso em determinada cultura. “Não adianta dar acesso ao agrotóxico porque o pequeno produtor usa defensivos sem conhecimento, armazena em locais impróprios e às vezes sem nenhuma roupa de proteção”. Segundo ele, é preciso incentivar o uso de controle biológico por meio de biofertilizantes.

Compartilhar

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Renovabio
Sem categoria

MME abre consulta pública sobre metas de descarbonização do RenovaBio para 2026-2035

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu nesta quinta-feira (11) a...

MercadoSem categoria

Conab mantém projeção de recorde de produção de grãos em 2024/25

Companhia estima colheita de 322,4 milhões de toneladas, volume 8,2% maior do...

AgrícolaSem categoriaÚltimas Notícias

Monitoramento de produtividade de cana-de-açúcar com o uso do NDVI

A cana-de-açúcar é uma das principais culturas agrícolas do Brasil e de...

Sem categoria

Cbios: Governo pretende transferir regulação de títulos

A responsabilidade sobre a regulação financeira dos Cbios (Créditos de Descarbonização) poderá...