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Preços do açúcar fecham a semana sofrendo variações

Após duas temporadas consecutivas de superávit mundial de açúcar, a safra 2019/20 pode registrar déficit.
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Os preços do açúcar encerraram a última semana instáveis. Em Nova York a commodity fechou em alta em todos os vencimentos na última sexta-feira (31). No vencimento março/20, o açúcar foi cotado a 14.61 centavos de dólar por libra-peso, 2 pontos acima das cotações da véspera. Já a tela para maio/20 subiu 4 pontos com negócios firmados em 14.35 cts/lb. As demais telas subiram entre 2 e 5 pontos.

Para o analista de mercado Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, “ninguém pode reclamar que o mês de janeiro foi enfadonho para o mercado de açúcar. O início do ano foi excelente para as usinas, em especial para aquelas que – de maneira disciplinada – aguardaram o momento adequado para fazer o hedge do açúcar de exportação”.

Em seu artigo semanal, Corrêa destaca ainda que “o mês (janeiro) veio recheado de acontecimentos que tumultuaram as commodities, como a crise americana com o Irã que afetou o mercado de energia, bem como o coronavírus que trouxe pessimismo nos mercados mundiais e tem feito com que o real atingisse baixa histórica nominal”.

Ainda segundo o economista, “os preços atuais do açúcar em NY, olhando a extensa curva que se prolonga até 2021/2022 e usando o NDF (contrato à termo de dólar com liquidação financeira) remuneram satisfatoriamente grande parte das usinas, cujo custo médio de produção é estimado pela Archer em cerca de R$ 1,100 por tonelada FOB Santos”.

Londres

Em Londres os preços do açúcar fecharam em baixa na última sexta-feira (31), apoiados, segundo analistas, pela oferta apertada para o vencimento março/20 que expira dia 14 de fevereiro.

No vencimento março/20 a queda foi de 2 dólares, com o açúcar negociado a US$ 406,20 a tonelada. A tela maio/20 caiu 40 cents de dólar, com negócios firmados em US$ 399,20 a tonelada. Nos demais vencimentos a depreciação dos preços oscilou entre 30 cents e 1,60 dólar.

Mercado doméstico

O mercado interno também encerrou o último dia de janeiro em baixa, de acordo com os índices do Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos do tipo cristal foi negociada pelas usinas em R$ 75,77, baixa de 0,69% no comparativo com a véspera.

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