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Tereos emite sua primeira debênture de infraestrutura verde

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A Tereos Açúcar e Energia, segundo maior produtor de açúcar do Brasil e do mundo, emitiu sua primeira debênture de infraestrutura no valor de R$ 480 milhões. Esse é mais um passo da companhia em compromisso com a sustentabilidade e as finanças verdes.

Essa foi a maior transação de mercados de capitais da companhia, sendo a segunda com estrutura verde, dentre as cinco emissões já realizadas pela empresa. A demanda total pelo título chegou a R$ 640 milhões.

De acordo com a Tereos, o montante financiará investimentos em plantio de cana-de-açúcar destinada à produção de etanol, incluindo o preparo do solo e tratos culturais. Além do uso dos recursos voltado a investimento em biocombustíveis, conforme previsto pela regulamentação das debêntures de infraestrutura, a emissão conta com certificado verde da SITAWI – organização pioneira no desenvolvimento de soluções financeiras para impacto social. Com isso, a companhia já soma cerca de R$ 1,5 bilhão em financiamentos verdes através de quatro transações realizadas nos últimos 12 meses.

Leia também: São Martinho emite R$ 500 milhões em debêntures “verdes” para financiar etanol de milho

Com prazo de seis anos, a emissão foi coordenada pela XP Investimentos, BTG Pactual e UBS BB, além de contar com a FG/A como assessora financeira da companhia. A Tereos recebeu rating AA- em escala nacional pela agência de classificação de risco S&P Global Ratings, atestando a solidez financeira da empresa.

“A sustentabilidade é um dos principais pilares da Tereos. O setor sucroenergético, no qual estamos inseridos, é renovável em sua essência, pois produz energia limpa com o etanol e a bioeletricidade. Com a emissão da nossa primeira debênture de infraestrutura com selo verde reforçamos o nosso compromisso em continuar atrelando os nossos financiamentos de longo prazo à sustentabilidade”, comenta Pierre Santoul, diretor-presidente da companhia no Brasil.

Felipe Mendes, diretor de tesouraria e novos negócios da Tereos, disse que a companhia está muito satisfeita com a segunda emissão sustentável em um intervalo de quatro meses, ambas com grande demanda pelo investidor.

“Após a emissão desta debênture de infraestrutura, quase 1/3 da nossa dívida bruta é representada por financiamentos verdes. Agradecemos aos nossos parceiros financeiros e investidores pela confiança na Tereos e em nosso compromisso e responsabilidade em minimizar impactos ambientais.”

Trajetória de financiamentos verdes

Na safra 2020/21, a Tereos emitiu mais de R$ 1 bilhão em financiamentos verdes. A companhia foi a mais ativa do setor sucroenergético na captação de ‘dívida verde’ no período.

Entre as modalidades de financiamentos sustentáveis, destaque para o Green Loan de US$ 105 milhões, realizado em junho de 2020, e considerado o primeiro financiamento sustentável do setor sucroenergético brasileiro.

A operação foi atrelada a sustentabilidade e a empresa se comprometeu com quatro metas de desenvolvimento sustentável: redução anual de emissões de gases de efeito estufa por tonelada de cana processada; redução anual no consumo de água por tonelada de cana processada; aumento anual da porcentagem de cana certificada; e melhoria na pontuação de avaliação formal de critérios ESG.

Outro financiamento obtido pela Tereos foi com a Proparco – agência francesa de desenvolvimento – no montante de US$ 30 milhões, investidos na construção de estações de produção de biogás, que permitirão à empresa reduzir as suas emissões de CO2, bem como nas instalações de tratamento de águas residuais. O empréstimo foi realizado em março de 2021.

Também em março, a companhia emitiu aproximadamente R$ 350 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), em operação caracterizada como CRA Verde pela SITAWI. Os recursos foram destinados à aquisição de cana-de-açúcar para a produção de etanol, estimulando o uso de biocombustíveis na matriz energética e a consequente mitigação de emissão de gases de efeito estufa.

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Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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