Home Etanol Brasil acredita em pressão de Trump por etanol com tarifa zero
EtanolMercadoÚltimas Notícias

Brasil acredita em pressão de Trump por etanol com tarifa zero

(Osaka - Japão, 28/06/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Reunião bilateral com o senhor Donald J. Trump, Presidente dos Estados Unidos da América. Foto: Alan Santos / PR
Compartilhar

Para o governo Lula, Casa Branca deverá pressionar por abertura do mercado brasileiro; desde 2023, alíquota está em 18%

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acredita que haverá pressão dos Estados Unidos, agora novamente com Donald Trump na Casa Branca, para zerar as tarifas de importação sobre o etanol.

O estabelecimento de uma tarifa para a importação de etanol pelo Brasil é, principalmente, uma demanda do setor produtivo da região Norte-Nordeste. Criada em 2017 – inicialmente a 20%, mas com a presença de cotas livres de impostos –, a taxa foi suspensa durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), beneficiando a entrada no país de etanol de milho norte-americano.

No início de 2023, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) restabeleceu a alíquota de importação sobre o biocombustível, que hoje é de 18% e não inclui cotas.

Para o governo brasileiro, embora pedidos por um corte das tarifas nunca tenham desaparecido com Joe Biden na Casa Branca, eles eram concentrados pelo Departamento de Agricultura e tinham menos peso político.

Na avaliação de autoridades em Brasília, Trump deve elevar pressões sobre esse tema, já que o “corn belt” (cinturão do milho) – principal região produtora de etanol nos Estados Unidos – tem base eleitoral trumpista.

Dos seis estados que compõem o cinturão, cinco deram vitória para o republicano nas eleições presidenciais: Iowa, Nebraska, Missouri, Indiana e Kansas. A democrata Kamala Harris venceu apenas em Illinois.

O governo Lula espera um engajamento maior de Washington nesse pedido, mas se prepara para barganhar. Em contrapartida a qualquer eventual movimento para o etanol, exigirá maior abertura do mercado americano para o açúcar e a carne bovina.

As discussões podem ser retomadas no momento em que o Brasil estuda elevar, de 27% para 30%, a mistura de etanol anidro na gasolina.

O aumento do teor foi permitido pela Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024, e as montadoras iniciaram testes – que deverão ser concluídos nos próximos meses – para verificar a capacidade de adaptação dos motores na frota de automóveis.

Se não forem constatados impactos relevantes, uma decisão pode ser tomada ainda no primeiro trimestre. A eventual elevação da mistura de etanol na gasolina geraria demanda adicional pelo anidro de 1,2 bilhão a 1,4 bilhão de litros por ano.

Com informações da CNN Brasil / Daniel Rittner
Compartilhar

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Zona canavieira de PE dependerá dos ventos e do Atlântico para a redução do impacto previsto do El Niño

Os três próximos meses, após um período de chuvas acima da média...

Últimas Notícias

El Niño deve se firmar em junho e fenômeno “muito forte” fica mais provável

Meteorologistas já dão como certa a confirmação do El Niño nas próximas...

Últimas Notícias

Equipe econômica decidiu por subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina, diz Moretti

A equipe econômica do governo decidiu que a subvenção prevista para a...

Últimas Notícias

Petróleo fecha em leve alta, entre esperança de paz e medo de escassez

As cotações do petróleo fecharam em leve alta nesta sexta-feira, 22, enquanto...