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Ometto negocia empréstimo de R$ 750 milhões do Bradesco para a Cosan, dizem fontes

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Valor seria usado para aumentar o capital da empresa, evitar uma maior diluição da participação de sua família e manter o controle de conglomerado após uma série de investimentos mal sucedidos na Vale e na Raízen

O acionista controlador da Cosan, Rubens Ometto, negocia empréstimo de até R$ 750 milhões com o Bradesco para participar do aumento de capital da sua empresa e evitar uma diluição ainda maior da participação de sua família, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News.

O empréstimo à Aguassanta Participações, o family office de Ometto, poderia ter como garantia as ações da Cosan, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas por discutirem informações que não são públicas. Outras opções de financiamento são consideradas pela Aguassanta, uma das pessoas disse.

A possibilidade de financiamento demonstra o quanto Ometto poderia usar suas finanças pessoais para manter o controle de seu conglomerado após uma série de investimentos mal sucedidos.

A Cosan adquiriu uma participação minoritária na mineradora Vale, aposta que rapidamente azedou, e sua empresa de açúcar e etanol, a Raízen, viu o tamanho da dívida explodir depois que um ambicioso plano de expansão não se mostrou lucrativo.

O Bradesco e a Aguassanta não quiseram comentar.

A Cosan anunciou um acordo em 21 de setembro para levantar até R$ 10 bilhões em uma oferta pública de ações para reduzir sua alavancagem.

O acordo atraiu novos investidores, ao mesmo tempo em que permitiu que Ometto mantivesse o controle da empresa por meio da Aguassanta, embora tenha enfraquecido sua participação financeira e o deixado mais dependente de novos sócios.

A BTG Pactual Holding e a BTG Asset Management, cujos sócios incluem o bilionário André Esteves, serão investidores âncora na transação e colocarão R$ 4,5 bilhões. O Fundo Perfin Infra adicionará outros R$ 2 bilhões.

O acordo também inclui R$ 750 milhões do family office do fundador da Cosan. Haverá também ofertas adicionais de até R$ 2,75 bilhões, de acordo com a empresa.

A família Ometto detém, atualmente, uma participação econômica de 36,02% na Cosan, que será diluída para 21,3% sob a estrutura de aumento de capital proposta, de acordo com a S&P Global Ratings.

Mas a Aguassanta vai manter 50,01% dos direitos de voto e cinco das nove cadeiras do conselho, com as vagas restantes sendo indicadas pelo BTG e pela Perfin.

A transação ainda está sujeita à aprovação por maioria simples na assembleia geral de acionistas da Cosan. A empresa espera concluir a oferta até novembro de 2025.

Bloomberg|Rachel Gamarski, Cristiane Lucchesi e Matheus Piovesana

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