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Comemoração dos 50 anos do Proálcool reúne líderes e autoridades em São Paulo

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Com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a cerimônia de abertura da 25ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, realizada ontem, 20, na capital paulista, celebrou os 50 anos do Proálcool, homenageando personalidades que contribuíram para a criação do programa.

Em sua exposição inicial, o presidente da DATAGRO, Plinio Nastari, fez um resgate histórico da criação do Proálcool. De acordo com ele, o programa surgiu de uma iniciativa de inovação e tecnologia do setor privado, a partir do pioneirismo dos engenheiros Lamartine Navarro Júnior e Cícero Junqueira Franco. Eles elaboraram o documento “Fotossíntese como fonte energética”, que foi acolhido pelo Estado, no governo de Ernesto Geisel, dando origem ao Proálcool em um cenário global marcado pela crise do petróleo dos anos 1970.

“De lá para cá, o setor sucroenergético só cresceu, gerando alimentos e energia limpa e renovável, promovendo renda, emprego e desenvolvimento socioeconômico”, destacou Nastari. De acordo com ele, nesses 50 anos o Brasil viabilizou, com o etanol, a substituição de 46% da gasolina, evitou a emissão de aproximadamente um bilhão de toneladas de CO₂ equivalente e promoveu economia bilionária com a redução da necessidade de importação de gasolina. Nastari encerrou sua fala lembrando que a pauta de novas oportunidades para o setor inclui combustíveis sustentáveis de aviação e marítimo, química verde, hidrogênio e outros projetos sustentados por políticas públicas como o programa Combustível do Futuro, o Paten e o Mover.

O primeiro painel, intitulado “Uma História de Pioneirismo”, prestou tributo aos fundadores e articuladores do Proálcool. O debate reuniu Celso Torquato Junqueira Franco, ex-presidente da UDOP; Lamartine Navarro Neto, sócio-diretor da L. Navarro Consultoria em Bioenergia; Maurílio Biagi Filho, presidente do Grupo Maubisa; Elizabeth Anne Lyra Lopes de Farias, Thereza Lyra Collor e Virginia Lyra; além de Shigeaki Ueki, ex-ministro de Minas e Energia.

Foram relembradas as trajetórias de Lamartine Navarro Júnior (in memoriam), autor do documento que inspirou o programa, e de Cícero Junqueira Franco (in memoriam), cuja contribuição foi decisiva na estruturação técnica e econômica. Outro nome destacado foi Salvador Lyra (in memoriam), pioneiro no uso do etanol derivado da cana, cuja experiência inspirou o Proálcool durante a crise do petróleo. Suas netas enfatizaram o legado ambiental e social deixado por ele.

Encerrando o painel, Shigeaki Ueki relembrou os desafios enfrentados: “Quando o plano do Proálcool foi apresentado, muitos duvidaram da viabilidade. A parceria entre governo e empresários foi crucial para transformar uma ideia em política nacional. Hoje, o Brasil é uma potência tanto no petróleo quanto no etanol, e esse duplo protagonismo é motivo de orgulho.”

Apoio político e homenagens

Em seu discurso, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reafirmou o compromisso do parlamento com políticas públicas favoráveis à bioenergia, defendendo o aumento da mistura de etanol na gasolina para 35%. Já o governador Tarcísio de Freitas enalteceu o ecossistema de economia circular do setor sucroenergético. “O Brasil é o showroom da transição energética”, completou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos.

O presidente do Conselho da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), Carlos Ubiratan Garms, destacou que o etanol brasileiro é um ativo estratégico e não deve ser tratado como moeda de troca em negociações internacionais.

A solenidade contou ainda com homenagens aos deputados federais Arnaldo Jardim e Marussa Boldrin pelo trabalho em prol do setor, além da participação do presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio Paulista, deputado Itamar Borges, e do secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, junto a diversos dirigentes do segmento produtivo da cana.

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