Os contratos futuros do açúcar encerraram o pregão em queda nas bolsas internacionais, pressionados principalmente pela melhora nos níveis de sacarose da cana no Brasil e pelo cenário de oferta global mais confortável. O mercado acompanhou dados do Centro-Sul brasileiro e indicadores internacionais que reforçaram a percepção de maior disponibilidade da commodity.
Na ICE de Nova York, o contrato julho/26 do açúcar bruto (SBN26) fechou cotado a 14,70 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 0,20 ponto, equivalente a 1,34%. Em Londres, o açúcar branco agosto/26 (SWQ26) encerrou negociado a US$ 442,40 por tonelada, queda de US$ 2,60 no comparativo diário.
Segundo análise divulgada pelo Barchart, os preços passaram a ser pressionados após dados apontarem melhora no teor de sacarose da cana processada no Brasil. O avanço nos índices de ATR reforçou expectativas de maior eficiência industrial e potencial aumento da produção de açúcar no Centro-Sul.
Além disso, o mercado segue monitorando o ritmo das exportações globais e a recuperação produtiva em importantes países produtores, como Índia e Tailândia. A percepção de maior oferta disponível no mercado internacional continua limitando movimentos de recuperação das cotações.
Outro fator acompanhado pelos operadores é o comportamento do real frente ao dólar. A desvalorização da moeda brasileira tende a estimular as exportações do Brasil, aumentando a competitividade do açúcar brasileiro no mercado internacional e ampliando a pressão baixista sobre os contratos futuros.
Apesar do cenário mais pressionado no curto prazo, agentes do mercado seguem atentos às condições climáticas nas principais regiões produtoras do mundo, especialmente diante das incertezas envolvendo o clima no Hemisfério Norte e possíveis impactos sobre a próxima safra global.


