A bioenergia vive um dos momentos mais promissores de sua história recente. O avanço da transição energética, a ampliação da mistura de etanol na gasolina (E32), o crescimento acelerado do etanol de milho, a expansão do biogás e do biometano e o desenvolvimento de novas rotas de combustíveis renováveis vêm impulsionando investimentos e ampliando a demanda por tecnologias capazes de elevar a eficiência, a produtividade e a descarbonização das plantas industriais.
É nesse cenário que o Brasil sediará, pela primeira vez, o Congresso Latino-Americano da Associação de Técnicos de Açúcar da América Latina e Caribe (ATALAC). Em sua 13ª edição, o evento acontece de 10 a 14 de agosto de 2026, em programação paralela complementar à 32ª Fenasucro & Agrocana, enriquecendo ainda mais o já consolidado ambiente de negócios, inovação e intercâmbio tecnológico da maior feira de bioenergia do mundo.
Promovido pela STAB (Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil), o congresso reunirá especialistas, pesquisadores, usinas, fabricantes de equipamentos, empresas de tecnologia, investidores e representantes de diversos países da América Latina e Caribe para debater tendências e soluções para o futuro do setor.
Seara de oportunidades
A escolha do eixo Ribeirão Preto-Sertãozinho para receber esse encontro consagra a posição da região como o principal polo industrial da bioenergia no Brasil. Para a presidente do CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis), Rosana Amadeu, o congresso chega como uma oportunidade concreta para as empresas fornecedoras de bens de capital, engenharia, inovação e demais serviços para esse ecossistema – representadas pela entidade e pela CPL (Cadeia Produtiva Local) Bioenergia – de acessar novos mercados para prospectar e expandir negócios, especialmente nesse momento de transformação da matriz energética mundial.
“A bioenergia deixou de ser uma alternativa e passou a ser prioridade na agenda global. Trazer a ATALAC para cá aproxima nossa indústria dos principais players latino-americanos, abre portas para uma cooperação tecnológica mais efetiva, bem como fortalece e amplia sua presença internacional com soluções capazes de atender às demandas da transição energética”.



