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Os contratos futuros do açúcar fecharam a última semana em alta nas principais bolsas internacionais. Na ICE, de Nova York, o açúcar branco fechou valorizado, na semana, em 2,9%, segundo apurou a Reuters. Na sexta-feira, apenas o lote julho/21 fechou no vermelho, as demais telas fecharam valorizadas.

O vencimento julho/21 foi negociado na sexta (25) a 16,90 centavos de dólar por libra-peso, variação negativa de 3 pontos no comparativo com a véspera. Já a tela outubro/21 subiu 7 pontos, com negócios firmados em 17,31 cts/lb. Os demais contratos subiram entre 9 e 13 pontos.

Segundo analistas ouvidos pela Reuters, “o mercado permanece firme na faixa de 150 pontos vista este mês, com os ganhos de quinta-feira de natureza especulativa, dados os sinais técnicos ainda de baixa”.

A Agência de Notícias trouxe ainda os números da atual safra nas usinas da região Centro-Sul do Brasil, que produziram 2,19 milhões de toneladas de açúcar na primeira quinzena de junho, 14% a menos ante o mesmo período do ano anterior e abaixo das expectativas do mercado.

Açúcar branco

Em Londres o açúcar branco fechou em alta em todos os lotes na última sexta-feira. O vencimento agosto/21 subiu 1 dólar, negociado em US$ 427,80 a tonelada. Já a tela outubro/21 subiu 1,90 dólar, com negócios em US$ 447,20 a tonelada. As demais telas subiram entre 1,10 e 1,60 dólar.

Açúcar cristal

Pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP, o açúcar cristal fechou a sexta-feira (25) em alta. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 117,22, contra R$ 117,07 da véspera, pequena variação positiva de 0,13% no comparativo.

Análise

Em sua análise semanal do comportamento do mercado de açúcar, o diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa, destacou que “mesmo com a reabilitação dos preços, a valorização do real frente ao dólar praticamente extinguiu, em reais por tonelada, qualquer melhora nos preços nesta semana. O dólar fechou a R$ 4,9300 apreciando 3%. O vencimento julho/21 no açúcar apreciou 12 dólares por tonelada, praticamente o mesmo valor em média dos contratos da 22/23 (maio-22 até março-23)”.

Segundo Corrêa, “a diretriz que temos prescrito, qual seja, a de fixar preços do açúcar para exportação em reais por tonelada e concomitantemente comprar calls (opções de compra) out-of-the-money (opções fora-do-dinheiro) 200 pontos acima do mercado, tem funcionado. O mercado também parece sentir maior peso no curto prazo (em função de pouca atividade no mercado físico) e maior solidez para o longo prazo. Acreditamos, por exemplo, que os preços futuros do açúcar para 23/24, em especial se o mundo pós-pandemia se recuperar vigorosamente, podem subir 200 pontos (a média do fechamento na sexta-feira foi de 14.75 centavos de dólar por libra-peso)”.

“Tudo aponta para mais um ou dois anos bem remuneradores para as usinas. Preços internacionais que, convertidos em reais por tonelada, estão bem acima do custo de produção para o Brasil, mas que podem também acelerar a recuperação de outros concorrentes, como o Tailândia”, destacou o diretor da Archer.

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